terça-feira, 3 de março de 2020

ANTÓNIO GOMES FREIRE DE ANDRADE


 Dados Biográficos:
ANTÓNIO GOMES FREIRE DE ANDRADE (Juromenha, 1685  Rio de Janeiro, 1 de Janeiro de 1763) foi um nobre militar e administrador colonial português. Foi feito primeiro conde de Bobadela por carta de 20 de dezembro de 1758.
Filho de Bernardino Freire de Andrade e de D. Joana Vicência de Meneses, foi moço fidalgo com exercício, acrescentado a fidalgo escudeiro, do Conselho do rei D. João V de Portugal e do rei D. José I de Portugal.
Foi governador e capitão-general do Rio de Janeiro durante trinta anos, entre 1733 e 1763.
Estudou no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, período em que assentou praça, progredindo na carreira militar durante a Guerra de Sucessão da Espanha. Diz "Nobreza de Portugal", tomo II, página 420: "Sendo estudante em Coimbra, assentou praça e de tal forma se houve na Guerra de Sucessão da Espanha que conquistou alto posto." Provido de comando superior, terminada a campanha, teve o encargo de comissões importantes e, em 1733 foi nomeado Capitão-general da Capitania do Rio de Janeiro, tomando posse do cargo em 26 de julho.
Comissário e primeiro plenipotenciário de Portugal nas conferências sobre os limites da fronteira ou parte meridional do Estado do Brasil com as colônias espanholas da América do Sul, que alcançava desde Castilhos Grandes até a foz do rio Jauru. General da Divisão portuguesa e depois comandante em chefe das tropas auxiliares de Espanha e Portugal que foram ao Rio Grande do Sul e ao Uruguai, Buenos Aires e Colônia do Sacramento, sujeitar os índios rebeldes instigados contra o domínio português e espanhol, pelo predomínio dos jesuítas, apoiados na influência do governo inglês, que desde1740 perscrutava a maneira de assentar o domínio da Inglaterra no rio da Prata, dominar toda a América do Sul e acabar para Portugal o domínio do Estado do Brasil.
Em 1735 recebeu o encargo de administrar também as Minas Gerais, e em 1748, havendo aumentado a população de Goiás, Cuiabá e Mato Grosso, incumbido de administrar as duas novas capitanias que se fundaram. Assim, enviado ao Brasil para ser governador da Capitania do Rio de Janeiro, acumulando sob seu comando os territórios de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e sul do Brasil.
No Rio de Janeiro, junto ao sargento-mor José Fernandes Pinto Alpoim, realizou obras como o Aqueduto da Carioca, a Casa dos Governadores terminada em 1743, e o chafariz ou fonte pública da praça do Carmo. Incentivou também a construção de importantes obras religiosas, como o Convento de Santa Teresa e o Convento da Ajuda (demolido). Permitiu a abertura da primeira tipografia da colônia, criada no Rio de Janeiro em 1747 por Antônio Isidoro da Fonseca, mas que teve de ser fechada por ordem do governo português. Incentivou a cultura também pela criação de academias de intelectuais: a Academia dos Felizes (1736) e a Academia dos Seletos (1752), ainda que nenhuma teve vida longa.
Depois da atuação notável como governador, uma vez denunciadas ao governador em 1744 pelo guarda-mor J. R. Froes as riquezas do distrito diamantino de Paracatu, cuidou logo de explorar os terrenos. Agiu para o aproveitamento das minas de Paracatu, recém descobertas, esforçando-se para tentar acabar com a falta de controle da circulação do ouro e a desorganização da coleta dos quintos. Reprimiu o contrabando, articulado a partir do Rio, estabeleceu um sistema de taxas sobre o ouro de Minas, determinou a imposição de um contrato sobre os diamantes do Tijuco, distrito que Portugal mantinha rigorosamente fechado, supervisionou a renovação urbana do Ribeirão do Carmo rebatizada Cidade Mariana em homenagem à Rainha D. Maria Ana de Áustria. Atuou intensamente em favor da cultura e instrução na colônia.
Em decorrência do Tratado de Madrid (1750), o governador deslocou-se em 1752 junto com Fernandes Alpoim à região sul para delimitar as fronteiras com as colônias espanholas. Comandou as tropas luso-espanholas que venceram os índios guaranis durante a Guerra Guaranítica (1754-1756), em que lutou contra o líder guarani Sepé Tiaraju.
Ao mesmo tempo que prestava atenção aos interesses materiais do país sujeito a seu domínio, atendia à instrução e ao amor pela literatura, empregando os meios possíveis para o seu desenvolvimento. A ele se deve o estabelecimento da oficina tipográfica do Rio, de que foi proprietário Antônio Isidoro da Fonseca. A tipografia durou pouco, porque a iniciativa desagradou ao governo da metrópole, temeroso da demasiada ilustração dos colonos, que censurou muito que o capitão general concedesse autorização para que se fundasse e ainda não satisfeito com a censura, ordenou que se fechasse.
Os primeiros escritos impressos foram:
·         « Relação da entrada que fez o exmo e revmo senhor Dom Frei Antônio do Desterro Malheiros, bispo do Rio de Janeiro, em 1.º do ano de 1747, havendo sido seis anos bispo de Angola, d'onde por nomeação de Sua Majestade e bula pontificia foi promovido para esta diocese», composta pelo doutor Luís Antônio Rousado da Cunha, juiz de fora, etc.
·         «Em aplauso do exmo e revmo sr D. Frei Antônio do Desterro Malheiros, dignissimo bispo d'esta cidade», romance heróico in folio;
·         «Coleção de 11 epigramas e 1 soneto, aqueles em latim, êste em português, sobre idêntico assunto.»
Tais composições não têm grande valor, porém são muito apreciadas no Brasil por serem os primeiros trabalhos tipográficos no Rio de Janeiro.
Foi ainda durante seu governo que se fundaram duas academias, a dos Felizes e a dos Seletos. Auxiliava os que se dedicavam ao estudo e entre os muitos que mandou educar no seminário de São José esteve José Basílio da Gama que, depois de concluir sua educação à Europa, reconhecido à sua memoria, escreveu o poema «Uruguai» ou «O Uraguai», cujo herói é Gomes Freire, publicado em Lisboa em 1769.
Como militar, distinguiu-se na guerra do Rio Grande do Sul contra os índios, de 1750 em diante, derrotando em menos de seis meses os inimigos que os jesuítas dirigiam ocultamente.
Foi responsável por grandes contribuições para a tecnologia militar, destacando a criação, em 1762, da “Casa do Trem da Província do Rio de Janeiro”, local destinado ao abrigo e reparo do equipamento de Artilharia do Exército Colonial. A Casa do Trem é o marco de origem das atividades da indústria bélica no Brasil Colônia, além de ser a precursora dos atuais Arsenais de Guerra do Exército Brasileiro.
Depois do Pacto de Família, Portugal declarou guerra à Espanha, de que resultou D. Pedro de Cevallos tomar a cidade do Sacramento, que arrasou e à qual nunca chegaram socorros do Rio de Janeiro. Diz-se que este fato lhe causou tão poderosa impressão que recebeu a notícia em dezembro de 1762 e adoeceu gravemente, morrendo em 1 de janeiro seguinte. Está sepultado na capela do convento de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Deixou em testamento um valiosíssimo morgado em favor do irmão, José António Freire de Andrade, pois não se casou nem teve filhos.


FONTE: wikipedia.org/wiki/Gomes_Freire_de_Andrade,_1.º_Conde_de_Bobadela - AHMRP

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

A FORTALEZA DE JESUS MARIA JOSÉ (RIO PARDO) (I) Luiz Ernani Caminha Giorgis


          Conforme Guilhermino César em sua obra História do Rio Grande do Sul - Período Colonial (p. 146), referindo-se às ações do Conde de Bobadela em Rio Pardo, no cumprimento da sua missão de demarcar as fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Madri “providência militar de maior importância, fez construir no passo do Jacuí, dando origem à atual cidade de Rio Pardo, um pequeno forte, ou tranqueira, como se denominava, sob a invocação de Jesus-Maria-José (o mesmo nome dado por Silva Paes à primeira fortificação erguida no Rio Grande).” (César, 1970, p. 146).
             Assim, de abril a maio de 1752, “no alto de um penhasco sobranceiro ao rio Jacuí, dominando a várzea fronteira ao Sul e olhando altiva os coxilhões de Capivari ao Norte, foi construída a Fortaleza Jesus-Maria-José II, do Rio Pardo, inicialmente sob a forma de uma estacada.”
             O plano da estacada[1] foi delineado pelo engenheiro João Gomes de Mello e a sua construção foi realizada, em dois meses, por contingentes dos Dragões do Rio Grande, comandados pelo Tenente Coronel Thomaz Luiz Osorio, mais 60 aventureiros de Via-mão[2], ao comando de um tenente de Dragões, o lagunista Francisco Pinto Bandeira, pai do, mais tarde, famoso guerrilheiro gaúcho Major Rafael Pinto Bandeira.
             Francisco Pinto Bandeira foi o comandante da 1ª companhia organizada do Regimento de Dragões do Rio Grande. Alguns de seu bravos e ilustres descendentes se encontram sepultados na Igreja São Francisco em Rio Pardo, defronte à praça onde se encontra sepultado o General Andrade Neves, Barão do Triunfo.
             O delineamento da fortaleza mereceu reparos de um assessor do General Gomes Freire, o Engenheiro Militar Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim. A construção teve que prosseguir, na iminência de um ataque indígena (Bento, Giorgis, 2005, p. 37).
             Conforme Guilhermino César: “Entre as maiores figuras da engenharia militar portuguesa [...] contava-se o Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, natural da Colônia do Sacramento [...]. Sob sua direção foi cons-truído o forte de Rio Pardo, entre 1754 e 1755, conforme ofício de Gomes Freire (de 18 Fev 1755) ao Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos” (Cesar, 1970, p. 160).  
             Em função disso, Gomes Freire confirma Rio Pardo para local de concentração das tropas que seguiriam para os Sete Povos das Missões para o cumprimento das disposições do Tratado de Madri.
             Em 1754, ainda durante a construção da Fortaleza, aquela autoridade determina a transferência de parte dos Dragões de Rio Grande para Rio Pardo, origem dos Dragões de Rio Pardo, o que aumentou a presença militar na região.
              Os Dragões de Rio Grande se originaram, por sua vez, dos Dragões D’El Rei das Minas Gerais, tropa portuguesa chegada ao Brasil em 1719 e sediada em Vila Rica, hoje Ouro Preto.
             Em função destes imperativos, pressupostos e circunstâncias, conforme o Guia Histórico de Rio Pardo: “Estava fundada a cidade de Rio Pardo, que se chamou, por muito tempo, quartel de Rio Pardo, em vista da sua importância militar. O forte Jesus, Maria, José, repeliu as investidas dos indígenas e não permitiu, mais tarde, que as tropas castelhanas passassem. A fortaleza foi um obstáculo intransponível. E a resistência de Rio Pardo consolidou a conquista e a colonização dos portugueses no sul do Brasil. Até hoje o lugar onde se encontrava a fortaleza é denominado Alto da Fortaleza.” (Laytano, 1979, p. 86)  

GIORGIS, Luiz Ernani Caminha. Rio Pardo e a defesa das fronteiras. 1ª Edição. Porto Alegre: Copystar – Gráfica Expressa Porto Alegre, 2018. P.24-8.
               


[1] Local cercado e protegido por estacas ou paliçadas.
[2]Conforme o site da Prefeitura de Viamão (http://www.viamao.rs.gov.br/portal/cidade/1/Hist%C3%B3ria) a povoação foi elevada à categoria de freguesia em 1747. Em 1880 desmembrou-se de Porto Alegre para tornar-se vila e sede do município. Viamão foi o primeiro município do RS.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

PAISAGENS DE RIO PARDO


Principais  feições da paisagem

O Município de Rio Pardo apresenta uma complexa fisionomia natural, com mata nativa, campos com formações florísticas características e banhados. A transição entre estas formações é muitas vezes rápida e o contrato entre as áreas de campo e florestas, ocorre tanto no entorno de matas contínuas, quanto em áreas de vegetação ciliar dos rios e arroios ou até mesmo em capões de mato.
As atividades agrícolas e agropecuárias alteram o ambiente da região, principalmente na metade sul do município com o avanço de plantações de soja e de eucalipto em substituição aos campos de pecuária.
Estes ambientes característicos, em geral, o que caracteriza um ambiente é sua cobertura vegetal, acompanhada de suas respectivas características do meio físico. Os campos, matas, banhados, rios e o ambiente urbano, contribuem na dispersão e localização da biodiversidade ocorrente no município de Rio Pardo.

O mapa a seguir demonstra a transição entre as formações florestais ocorrentes na região. 
Imagem demonstrando os mosaicos da vegetação no território rio-pardense: as matas e florestas de galeria ao longo dos rios e as áreas de campo e agricultura.

FONTE: Ecologia & Biogeografia do município de Rio Pardo, 2018. Nilmar A. de Melo e Vladimir M Panta

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

SOBRE A AGRICULTURA EM RIO PARDO


As terras produzem duas vezes por ano, quando se alternam o milho e o trigo. Planta-se o trigo de maio a agosto, e se recolhe principalmente em dezembro. Imediatamente após, queima-se a palha e planta-se o milho na mesma terra sem cultivá-la, fazendo-se apenas covas com a enxada para aí colocar a semente. – O milho que se planta na terra onde já se colheu o trigo chama-se milho do tarde; plantam-se com ele abóboras. Este milho é aquele que dá mais esperança de uma boa colheita, porque as espigas, antes de sua maturação, recebem as chuvas de fevereiro e março. Chama-se milho do cedo o que se planta em outubro e, por conseguinte, em terras onde não se colheu o trigo. Muitas vezes, suas colheitas não são copiosas como as do primeiro, porque ele cresce durante uma estação em que as chuvas se tornam mais raras. Com o milho de cedo, planta-se feijão, que só necessita, nesse país, do sereno das noites.
Quando se planta em mata virgem, abate-se, queima-se, lavra-se a terra à enxada, e pela primeira vez aí se planta sempre milho; corta-se o mato em novembro, queima-se em dezembro; planta-se imediatamente após. A terra não precisa ser limpa. Colhe-se em maio ou junho. Semeia-se o trigo à mão, depois se dá uma capina por cima da semente, pois não surgem senão ervas rasteiras. É inútil limpar a terra. Corta-se o trigo abaixo da espiga, com a foicinha, depois se corta a palha rente à terra para queimá-la.
Já no segundo ano, as raízes das árvores estão bastante podres para se fazer uso do arado, depois da colheita do milho, evitando-se os troncos que não foram queimados. Mas nessa segunda vez, como na primeira, não se trabalha a terra a não ser para cobrir a semente; no final de quatro a cinco anos, cessa-se de plantar milho nessas terras. Após a colheita do trigo, deixa-se crescer a erva até fevereiro; dá-se uma capina e às vezes duas. Semeia-se e dá-se uma nova monda. No plantio do trigo basta arrancar à mão o cálamo ou balanz e o joio, mas limpam-se à enxada o milho e o feijão. Alguns agricultores usam o arado para tal limpeza, tendo-se o cuidado de colocar uma focinheira nos bois.
Os índios servem-se da charrua atrelada a um só cavalo conduzido por um menino.
Quando se vê que a terra não produz mais como antes, deixa-se repousá-la. Ao final de três a quatro anos pode-se já cortar e queimar as capoeiras. Sobre as cinzas, semeia-se o trigo; dá-se uma capinação para cobrir a semente, em seguida, plantam-se no mesmo ano, milho e trigo, como nas roças novas, e continua-se da mesma forma até que a terra tenha necessidade de novo repouso.
Ao desmatar-se um campo pela primeira vez, dão-se de suas a três capinas, conforme a terra seja mais ou menos forte, e após cada capina passa-se a grade. Semeia-se o trigo pela primeira vez, dando-se sempre com a mão uma segunda capina para cobrir a semente. Nas terras extremamente férteis, plantam-se uma ou duas vezes por ano milho e trigo, em seguida planta-se apenas trigo. Ao fim de quatro ou cinco anos, deixa-se repousar a terra. O trigo chega a reproduzir de dez a cinquenta por um: cinquenta nas terras férteis; dez nas terras já cansadas. Vêem-se terras que produzem até cem por um. Bate-se o trigo com os animais, de igual modo já descrito em Santa Teresa, tendo-se o cuidado de cobrir a eira com a palha para a terra se conservar consistente e uniforme. Para o milho, não se utiliza nenhum batedor, mas se desfazem as espigas à mão. O feijão é batido da mesma forma que o trigo por meio de animais ou com varas.
Planta-se mandioca só nos campos ou nas capoeiras muito antigas, onde não há mais troncos. Antes do plantio, dão-se três capinas, colocando-se mudas, em covas de 3 palmos de distância uns dos outros. Alguns lavradores colhem-na ao cabo de seis meses, outros ao fim de ano e meio. Planta-se mandioca em outubro para se colher em maio e junho.
Planta-se a mandioca em outubro e, para impedir que a geada faça perecer as mudas, enterram-nas profundamente no solo.
Planta-se arroz; mas é um dos grãos mais incertos por causa da instabilidade do tempo. Quando este é favorável, o arroz rende até duzentos e trezentos e mais por um, mas quando faltam as chuvas, dá muito pouco, e ainda o que se planta em terras pouco úmidas alcança melhor êxito do que aquele que é semeado em terras alagadiças, porque estas últimas, pelo ardor do sol, se transformam para atingir uma dureza extrema e matam a semente. É o arroz cabeludo o que se planta o mais das vezes.
Para se plantar o arroz, dá-se geralmente uma capina com a enxada, limpando-se a terra conforme se deseja.
Algumas pessoas plantam algodão para consumo próprio, mas as geadas lhe fazem muitos estragos. Os algodoeiros só produzem bem nos quatro ou cinco primeiros anos, principalmente no segundo e terceiro. Cortam-se anualmente, rente ao solo, os caules. O algodão é branco e fino, mas de fio curto.
O trigo é vendido em sacos de couro cru, com seis a 12 alqueires. O número de alqueires é indicado por sinais na borda do surrão; o negociante adquire o surrão após a declaração do lavrador; mas esse obriga a colocar sua chancela no surrão e se responsabiliza pela quantidade declarada. Se há reclamações por parte do consumidor, é, então, condenado a pagar seis mil réis de  multa por surrão e um mês de cadeia.

REFERÊNCIA:
SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem ao Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997. P. 476-8.