REDESCOBRINDO RIO PARDO
terça-feira, 10 de março de 2026
HISTÓRICO DO ARQUIVO HISTÓRICO "BIAGIO TARANTINO"
ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL “BIAGIO SOARES TARANTINO”
O Arquivo Histórico Municipal de Rio Pardo completou 95 anos contando desde a sua criação na década de 1940, juntamente com a Biblioteca Pública Municipal,o Museu Barão de Santo Ângelo e Conservatório de Música.
O Arquivo Histórico foi criado oficialmente pela Lei Municipal nº 162 de 29 de dezembro de 1992.
Inicialmente o Arquivo manteve-se junto a Biblioteca Municipal, atrelado a Secretaria da Educação Municipal. Com o passar dos anos passou a ser ligado fisicamente a Secretaria de Turismo e Cultura e Prefeitura Municipal de Rio Pardo.
O acervo do AHMRP percorreu diversos endereços de atendimentos ao público: passou por uma sala no sobrado à Rua da Ladeira, uma sala no porão da Prefeitura Municipal, uma no campo de futebol com roedores, insetos e muita umidade, a documentação sofreu com os impactos provocados por todas estas maneiras de acondicionamentos em lugares insalubres.
No final da década de 198O governo Federal cria um Decreto nº 8159 de 08 de janeiro de 1991, que dispõe sobre politica Nacional de Arquivos públicos e privados. Em 1992, o governo Municipal, outorga a Lei nº 162, de 29 de dezembro, que exigiu que o acervo recebessem um lugar menos improprio, foi então que o acervo volta mais uma vez para o prédio da Prefeitura Municipal esta vez, em uma sala com melhores condições de acondicionamento da documentação Municipal.
Por volta dos anos de 1994, no governo do Prefeito Denis Colossi e a Secretária de Educação Marisa Cristoff entraram em contato com a Universidade “UNISC”, onde teve inicio um projeto de identificação dos fundos documentais, limpeza, organização dos fundos, melhor conhecimento da documentação do Arquivo sob orientação do professora Sílvia M Favero Arend e a depois o professor Olgário Vogt .
Foi então, que começou a divulgação do acervo do final do sec XVIII, XIX em diante e sua importância para o Estado e porque não para todo o nosso Brasil. Grande foi a movimentação de estagiários e especialistas, orientadores do projeto no AHMRP. Após esta data o AHMRP, passou outra vez, por várias mudanças quase que anuais, mais ou menos 6 locais diferentes, entre os quais o Centro Regional de Cultura, Antiga Casa da Câmara Municipal e Cadeia no centro da Cidade.
No governo do Prefeito Edivilson Meurer Brum, nos anos de 2003/4, a Secretária Denise Kerber lutou mais uma vez pra ter parceria com a UNISC,para a continuação da Revitalização e Divulgação do Arquivo Histórico, do seu acervo histórico
Com a continuação da Reorganização Reestruturação do Arquivo surge um grande Projeto REVITA AHMRP, onde a Prefeitura Municipal,o Arquivo Histórico, a Universidade de Santa Cruz, o SEDAC, a fapergs fazem uma parceria para que se realize o mesmo. (sob aos cuidados do Historiador Miguel Ângelo Silva da Costa (Prefeitura) e o coordenador do curso de História Ms. José Martinho Rodrigues Remedi e Dr Mozart Linhares da Silva. (UNISC), e funcionários e estagiários). Após o termino do projeto REVITA, o Arquivo continuou ativo funcionando e atendendo pesquisadores, já com seu GUIA DE FONTES, oque facilita a pesquisa de seus consulentes.
Depois de muitas mudanças ,o Arquivo Histórico retornou para o Prédio da Prefeitura Municipal, por volta de de 2016, no governo do Prefeito Fernando Henrique Schwanke, onde permanece até 2026, apesar de ter sofrido com as chuvas de 2024 e 2025,mas sem danos na documentação apenas no espaço do local que se encontra o Arquivo Histórico.
O Arquivo Histórico no ano de 2025/26 foi contemplado pelo Projeto Digitalizando e Compartilhando a História de Rio Pardo, Projeto realizado pela Associação de Amigos do Solar do Almirante (AASA), entre junho de 2025 até junho de 2026, o qual alcançou 60.000 (60 mil cópias) do Arquivo Histórico de Rio Pardo, sendo as mesmas preservadas e disponibilizadas por meio de um site(www.arquivohistoricoderiopardo.com.br). Participaram do Projeto: Associação de Amigos do Solar do Almirante,como coordenador Geral Presidente Patrícia Boeira da Fontoura, Prefeitura Municipal de Rio Pardo. Servidores: Neuza Terezinha Duarte de Quadros e Márcio Bayer da Silva, responsáveis pelo acervo e orientação sobre os documentos e Metodoc( Empresa de Gramado-RS), Sócio Proprietário Rodrigo Vogt.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Nascimento de Biagio S. Tarantino e sua Paixão
8 de Dezembro: Celebrando 122 Anos de Nascimento de Biagio S. Tarantino, o Defensor de Rio Pardo
Hoje, 8 de dezembro, comemoramos 122 anos do nascimento de Biagio Soares Tarantino (1903 – 1976), uma figura cuja vida se confunde com a história e a cultura de Rio Pardo. Mais do que um cidadão, Biagio foi um verdadeiro guardião do patrimônio, um "admirável exemplo de raro amor à terra natal", que não media esforços para preservar e divulgar as belezas e a rica história de sua cidade.
Sua paixão pelo município se manifestou desde cedo, ao observar o trabalho no hotel da família, e floresceu em uma dedicação que transformou o panorama cultural e turístico de Rio Pardo. Foi graças à sua doação e iniciativa que o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo foi fundado em 1940, marcando o início de uma gestão cultural que também resultou na criação do Arquivo Histórico Municipal (que leva seu nome) e da Biblioteca Pública Municipal.
Biagio não apenas criou, mas também lutou. Sua intervenção dinâmica foi decisiva para que o calçamento histórico da Rua da Ladeira, feito por escravos, fosse tombado no final da década de 50. Ele também foi o pioneiro que, a partir dos anos 60, concentrou seus esforços na atividade turística, inaugurando a "época de ouro" do turismo rio-pardense, com a criação do Conselho Municipal de Turismo e a promoção de eventos como a Feira de Artes Plásticas. Em 1975, realizou outro sonho com a inauguração do Museu de Arte Sacra.
Descrito por Dante de Laytano como um homem que “chegava às raias do impossível o que ele fazia”, Biagio Tarantino foi um homem íntegro, ético, acolhedor e um incansável guerreiro. Seu legado é o de um defensor corajoso do nobre passado de Rio Pardo.
Que a data de seu nascimento inspire a todos a valorizar, preservar e celebrar o patrimônio que ele tanto amou e defendeu.
terça-feira, 25 de novembro de 2025
LENDA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO RIO PARDO
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE RIO PARDO
É conhecida a seguinte narrativa passada de geração em geração, relatada por antigos moradores deste Município
“Na campanha de fixação de Fronteiras do Brasil, Rio Pardo, que foi o extremo meridional, na época entre 1750 a 1800, sustentou muitas guerras e guerrilhas vitoriosas com inimigo audaz,merecendo por isto, seu baluarte, a alcunha de ‘TRANQUEIRA INVICTA” .
O oficial comandante de um posto avançados dos Dragões do Rio Pardo,tinha o hábito de, alta madrugada, levantar-separa rezar o Rosário ao ar livre .Em certa ocasião percebeu de leve ruído, muito longe, que lhe pareceu tropél de cavalos e tilintar de espóras ou espadas . Escutando melhor, teve a confirmação de suas suspeitas,certificando tratar-se de inimigos e numericamente superior. Dando tempo o alarme pode preparar a resistência, combatendo com denodo e bravura; vencendo, poz em retirada o inimigo traiçoeiro, graças a piedoza devoção co Maria Santíssima.
Agradecido a Senhora do Rosário prometera colaborar na construção de um templo em sua honra ,motivo pelo qual relatavam aos antigos a mudança da invocação de Freguesia Santo Ângelo do Rio Pardo para a de Nossa Senhora do Rosário, padroeira desde então, com a construção da nova Matriz, inaugurada em 1779. “ Esta mudança é confirmada por um documento de lembranças sobre as igrejas de Rio Pardo, existente no Museu Municipal, em data de 1769, diz: “JOSÉ ANTONIO DA MOTTA, VIGÁRIO DA VARA E DA IGREJA DE N S DA CONCEIÇÃO DE VIAMÃO- Por faculdade que tenho do Exmo. E Revmo. Sr. D Frei Antonio do Desterro, Bispo do Rio de Janeiro para rubricar todos os livros da minha Comarca e os mais que se compreendem nas Igrejas de todo o Continente do Rio Grande, Viamão e Rio Pardo, numerei e rubriquei este com minha rubrica breve “MOTTA”, o que há de servir de Tombo para se lançarem nele com toda a clareza e individuação todos os bens da Fábrica, e outro livro para tão bem se copiarem todas as ordens de S Exa. Revma. Que se remeterem aA FREQUEZIA DE N S DO ROSÁRIO DO RIO PARDO QUE ALGUM TEMPO SE INTITULA SANTO ANGELO, CUJA MUDANÇA SE FEZPOR DESPACHO QUE VI DO DITO EXMO. E REVMO. SR. A INSTANCIA DOS MORADORES DO DITO RIO PARDO. –Viamão, 8 de maio de 1769”.
Por estes motivos e pela grande veneração sempre dedicada pelos rio-pardenses à excelsa Padroeira, suas festas eram feitas na Câmara Municipal e posteriormente pelas Irmandades conjuntas do Santíssimo Sacramento e N S do Rosário,como provam vários documentos existentes no mesmo Museu.
Fonte: Jornal a Folha, 18/05/1958 pg7
terça-feira, 18 de novembro de 2025
HERÁCLITO AMERICANO DE OLIVEIRA – ABOLICIONISTA EM RIO PARD
Texto: Melina Kleinert Perussatto
...Contudo é o rio-par dense Heráclito Americano de Oliveira que melhor ilumina essa questão. No ano de 1883 participou da fundação da “Sociedade Sempre Viva” que tinha, entre outros, o objetivo de amealhar recursos para emancipar escravos. No ano de 1887, com a criação do cargo de orador, proferiu uma entusiasmada “conferência abolicionista” registrada em seu diário14. Entre 1886 e 1887 escreveu no jornal O Lutador em uma coluna onde deveria captar os últimos acontecimentos do Brasil e do mundo. Em 1887 passou a editar em Rio Pardo o jornal O Patriota, uma espécie de arauto abolicionista e republicano. Sobretudo, esse entusiasta torna-se via de acesso para compreendermos a “interiorização” das iniciativas que se sucediam na capital, no país e no mundo.
Nos deparamos com esse personagem quando atuou como curador da ex-escrava Rosa na ação de manutenção de liberdade15 de seus filhos, em 1887, solicitada após o juiz municipal decretar uma portaria16 que mantinha em liberdade todos os escravos com filiação desconhecida. Tal decisão baseava-se na lei de 1831, que proibiu a entrada de africanos, e na lei de 1871, que cessou a fonte da escravidão. A relação de Heráclito com o juiz fica um tanto explícita pelo fato da portaria e da relação dos escravos mantidos em liberdade terem sido publicados em seu jornal, conforme consta na cobrança junto à Câmara Municipal...
Fonte: anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548772190_048cb52905d35aab4efee88fcd50fc07.pdf
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
LEILÃO DE ESCRAVOS
No dia 15 de setembro de 1869, foi promulgada a lei que proibia no Brasil a venda de escravos em leilão.
No século XV os portugueses trouxeram Europa os primeiros africanos com Gil Eames. Em fins de 1500 foram utilizados na colonização da Ilha da Madeira, dos Açores e do Cabo Verde. No século XVI a América tornou-se o grande mercado.
Os primeiros escravos chegaram ao Brasil em 1538,com Jorge Lopes Bixorda. Calcula-se que mais de 15 milhões aqui entraram entre os séculos XVI e os meados do XIX. No Direito Público da época julgava-se legítima “a escravidão dos que não pertenciam à cristandade e eram inimigos declarados “. Em 1750, um escravo “peça da Índia” ou “folego vivo”( como era chamado), valia 100 mil réis. Um “boçal” valia quatro vezes mais.
O “crioulo” nascido aqui tinha ainda melhor preço. Os principais centros de imigração eram a guiné, o Congo, Loanda e Benguela.
O primeiro movimento registrado em prol da abolição da Escravatura foi em 1767. O ato da assembleia de Massachussetts, inspirado pelos”quakers”, vedando a entrada de africanos nos Estados Unidos. Em 1807, a Inglaterra proibiu o tráfico nas colônias suas colônias. Em 1810, D. João VI comprometia-se com os ingleses a uma “gradual” abolição do comércio de escravos.
Em 1823, José Bonifácio apresentou à Assembleia Constituinte, um projeto destinado a suprimir o tráfico dentro de 5 anos, facilitando também a gradual libertação dos escravos. Em 1865, o tráfico se extinguia. Proibidos em 1869, os leilões de escravos ainda perduraram por mais sete anos.
Fonte: Almanaque do Correio do Povo, 1979 pg. 67
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
GRUPO ESCOLAR VIRGÍLIA REZENDE - JOÃO RODRIGUES
Antigo prédio do Grupo Escolar, prof. Virgília Rezende, em João Rodrigues.
Vanilda Sá fala das brincadeiras que faziam pra se divertir saiam um grupo de jovens e outros tbem mais velhos pra fazer “Surpresas nas casas”, se juntavam e ali saia um Baile e a festa estava formada e a musica era com toca disco. Lembra com muita saudade.
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