terça-feira, 28 de julho de 2026

ANTIGA ASSOCIAÇÃO RURAL II

A Associação Rural foi fundada em 11 de julho de 1927. O objetivo principal era de promover exposições-feira. Inicialmente a crise da pecuária não permitiu a realização deste objetivo. O parque rural, localizado na Rua Ernesto Alves, foi inaugurado somente em 25 de novembro de 1939 com a realização da 1ª Exposição Agropecuária-industrial do município, que demonstrou o grande desenvolvimento desta atividade econômica rio-pardense. Por muitos anos a Associação Rural funcionou neste espaço. Porém, como a área era grande, mas muito central, a comunidade havia crescido e a circulação de animais era perigosa para a população era preciso resolver esta situação. Como estava prevista a instalação de um Batalhão da Brigada Militar em Rio Pardo e o terreno da Associação Rural era o mais indicado para isto, o prefeito Azuil Cintra propôs a troca desta por uma área na Boa Vista, adquirida pela Prefeitura Municipal, onde passaram a ser realizadas as exposições rurais. Posteriormente, a área da antiga Associação Rural foi doada para o Estado, para a instalação do Batalhão Pinheiro Machado, da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Em 18 de abril de 1970 o Batalhão foi instalado nas dependências construídas pela Prefeitura Municipal de Rio Pardo. FONTES Pesquisa e redação: Prof. Neuza Quadros e Prof. Márcio Beyer Arquivo Histórico Municipal de Rio Pardo - Biágio Soares Tarantino Jornal de Rio Pardo de 10/11/1950 A Folha: 19/01/1968, 15/02/1969, 15/06/1969, 09/03/1970, 18/06/1972, Carlos Roberto Dalri.

PROJETO SOLAR DO ALMIRANTE ALEXANDRINO FARIAS DE ALENCAR

Solar do Almirante Falar da história de Rio Pardo é falar da história do Rio Grande do Sul. E não seria exagero afirmar que o Rio Grande do Sul pertence ao Brasil por causa de Rio Pardo. Tal afirmação é possível, vez que baseada na importância que teve a Fortaleza Jesus Maria José1 e na demarcação e preservação do domínio português contra o avanço dos espanhóis no sul do continente. Com o Tratado de Madri, em 1752, firmado entre as duas potências, Rio Pardo passou a ser a fronteira entre as colônias a partir da segunda metade do século 17. A construção da fortaleza começou em 1753, abrigou o Regimento dos Dragões e foi palco de batalhas que consolidaram posições lusas. Nunca foi tomada, ficando assim, conhecida como a "Tranqueira Invicta". Apesar de ter surgido por uma necessidade de estratégia militar, Rio Pardo desenvolveu aos poucos um forte núcleo populacional, que se transformou em centro comercial até́ meados do século 19. Os primeiros colonizadores, basicamente açorianos, conseguiram fazer progredir o município, apesar das tentativas de invasões espanholas, desenvolvendo uma forte vocação comercial, além da agricultura e pecuária. Devido à privilegiada posição geográfica, entre os rios Jacuí́ e Pardo, a cidade passou a ser o principal ponto de abastecimento do Estado, atraindo tropeiros, já que o transporte era feito, essencialmente, por via fluvial. No entanto, em que pese referida posição geográfica, sendo que o Município se localiza praticamente na região central, com fácil acesso, por qualquer meio, a todos os cantos do estado, o declínio foi se acentuando gradativamente. Em razão disso, pouco resta da arquitetura açoriana original em Rio Pardo. Os sobrados e casarões de linhas com suas janelas arqueadas, eiras e beiras e cachorradas (beiradas de madeira) foram se transformando com o tempo e sofrendo influencias de outras correntes arquitetônicas, principalmente do neoclássico francês do final do século 18, sendo o Solar do Almirante, um dos poucos que AINDA se mantém em pé́, preservado em suas características originais. Situado à Rua Almirante Alexandrino, no 1096, na cidade de Rio Pardo, Rio Grande do Sul, o prédio conhecido como Solar do Almirante, foi construído em 1790, por Mateus Simoes Pires, um dos primeiros açorianos a chegar à cidade. O sobrado de arquitetura colonial foi construído em barro e madeira cerca de dois metros acima da rua. Em 12 de outubro de 1848, ali nasceu Alexandrino de Alencar, o qual, teve importante papel na política e na Marinha, fez propaganda republicana, participou da revolta de Saldanha da Gama, serviu na esquadra brasileira em operações no Paraguai, combatendo sob as ordens de Tamandaré́ e Barroso, foi senador, Ministro do Supremo Tribunal Militar e Ministro da Marinha. Nas dependências do Solar do Almirante, foi inaugurado, em 1935, o Museu Barão de Santo Ângelo com uma coleção de objetos usados durante a Revolução Farroupilha, bem como, objetos indígenas e armas de desbravadores. Há, ainda, uma senzala doméstica e mobília de jacarandá de 1811. Por ocasião da inauguração, havia cerca de 950 peças referentes à história de Rio Pardo e do Rio Grande do Sul. Como resultado do pouco interesse pela cultura e pela história aliados à falta de recursos da Prefeitura local, o Solar foi pouco a pouco se deteriorando. Neste momento encontra-se fechado, sob sério risco de desabamento. Além de ser o prédio mais antigo de Rio Pardo seu desabamento nos privará de uma beleza arquitetônica e deixará a cidade mais, mais pobre, e com menos história. Para fins didáticos, seguem algumas considerações sobre a atual situação do prédio: Aspectos Construtivos da edificação: A construção, situada na Rua Almirante Alexandrino, esquina com a Rua São Francisco se configura como um típico sobrado urbano do século XVIII – reunindo soluções funcionais, construtivas e estéticas, representativas do período colonial da história brasileira. Tais características tradicionais, o identificam como um dos mais significativos remanescentes desta fase da arquitetura brasileira, no Estado do Rio Grande do Sul. Construído para satisfazer as necessidades de moradia da família e, ao mesmo tempo abrigar suas atividades comerciais, o Sobrado atendeu também às exigências de ordem urbana local, que já na época, emergiam através dos “Códigos de Posturas”. Adequando-se às características do sítio, onde está implantada sua planta funcional, desenvolve-se em três níveis altimétricos: O Pavimento Térreo, que serviu como ala comercial e de serviços, com área construída de 120,61m2; o Pavimento Intermediário, que abrigava a cozinha doméstica, com área construída de 53,13 m2 e o Pavimento Superior ou Sobrada”, onde funcionava a ala residencial, com área construída de 120,61m2. Sendo a sua área construída total, 294,35 m2. Aspectos cronológicos da ocupação do imóvel: Por solicitação do poder público municipal com o apoio de lideranças locais, o prédio foi adquirido pelo Ministério da Marinha em 29 de abril de 1954, e, posteriormente teve seu uso e ocupação transferidos para o Ministério de Educação e Cultura, através do Decreto 1.340, de 31 de agosto de 1962, destinando-se ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Porém, o imóvel só passou para a jurisdição da Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na data de 28 de julho de 1970 ( Conforme Livro de Contratos, n.o 01 do Ministério da Fazenda, fls. 20 a 21, segundo F. Rio-pardense de Macedo, em “O Solar do Almirante”. Co- edição UFRGS - IEL). O imóvel está registrado no Ofício de Registro de Imóveis de Rio Pardo (RS), sob o n.o 11.898, Livro 3AB, fls. 60. Registro anterior n.o 382 a fls. 48 do Livro 3K (em anexo). Permanecendo sem uso durante décadas, desde a sua aquisição pelo Ministério da Marinha, a edificação sofreu desgastes diversos pela falta de obras e serviços de conservação. Neste período, a comunidade local buscou recursos para sua restauração e revitalização, com a finalidade de instalar no Sobrado, o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo (criado pelo Ato Administrativo n.o 14, de 1o de Março de 1940 ) , que funcionava precariamente em imóvel particular. No final da década de 70, o imóvel recebeu intervenções de conservação e restauro, com a finalidade de adequação dos seus espaços para a instalação do Museu Municipal. No ano de 1982, com as obras de restauro concluídas, o prédio passou a abrigar o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo, através de sessão firmada entre a Prefeitura Municipal e a extinta Fundação Nacional Pró-Memória. Desde então, e até o ano de 2016, o imóvel abrigou o Museu Municipal, cujas despesas de conservação e manutenção prediais, tarifas públicas, e custeio das atividades institucionais (exposições, acervo, atividades pedagógicas, etc.), bem como, o custeio com funcionários, foram de responsabilidade do poder público municipal de Rio Pardo. Atualmente, o prédio encontra-se fechado, não abrigando qualquer atividade. Para evitar que o Solar desapareça, um grupo de pessoas da comunidade ou com laços familiares e afetivos com Rio Pardo decidiram se unir para buscar recursos para o restauro do Solar. Queremos que ele permaneça! Não queremos ruínas onde tão lindo prédio existe agora. Para isso formamos a Associação de Amigos do Solar do Almirante – AASA – CNPJ no 33.695.837/0001-51, bem como o projeto de restauro e sustentabilidade para o Solar. A Associação de Amigos do Solar do Almirante, também designada pela sigla AASA, fundada em 17 de janeiro de 2019, é uma associação de direito privado, sem fins econômicos, com prazo de duração indeterminado e com foro e sede social localizada na Almirante Alexandrino, esquina com a Rua São Francisco, Centro- Rio Pardo. /RS, e regendo-se por esse Estatuto Social, pelo Código Civil Brasileiro e pelas deliberações de seus órgãos. Referida associação é constituída de uma Diretoria, formada por: Presidente, Vice Presidente, Secretária, 2a. Secretária, Tesoureira e 2o Tesoureira e Conselho Fiscal, ainda, a ela podendo agregar-se pessoas da comunidade que tenham o mesmo objetivo em qualquer tempo. Foi idealizada por um grupo de pessoas da Comunidade preocupado com a manutenção e conservação do nosso Patrimônio arquitetônico, Histórico e cultural que sofrem o abandono e a deterioração. A Associação neste primeiro momento deu prioridade ao Solar do Almirante Alexandrino, localizado na rua que leva seu nome e que já abrigou por longos anos o Museu histórico, e a Casa Açoriana, pertencendo inicialmente a Marinha do Brasil. O objetivo é restaurar o Solar em etapas contando com a iniciativa público/privada de forma que possa tornar-se um espaço autos sustentável que possa abrigar iniciativas culturais e artísticas A Associação conta com Estatuto, C.N.P.J. (ambos seguem em anexo), sua Diretoria esta constituída por: Presidente: Patrícia Boeira da Fontoura, portadora do RG no 5060666673, inscrita no CPF sob o no 689.114.830-87, filha de Arnulpho Patricio Teixeira da Fontoura e Elzita Marisa Boeira da Fontoura, brasileira, divorciada, advogada, residente e domiciliada à Rua Apolinário de Borba, no 392, Bairro Guerino Begnis, Rio Pardo/RS – CEP 96.640-000, e-mail: patriciaf74@hotmail.com; Vice Presidente: Vera Lúcia Schultze, portadora do RG no RG 8000696801 SSP/RS, inscrita no CPF sob o no CPF 299303590-87, filha de Léo Schultze e Ilza Herzog Schultze, brasileira, solteira, arquiteta, residente e domiciliada à Rua Almirante Alexandrino, no 1137, centro. Rio Pardo/RS – CEP 96.6640-000 e-mail: vlhsarquiteta@gmail.com; Secretária: Sandra Regina Dal Ri Kipper, portadora do RG no 1003335328, inscrita no CPF sob o no 438.365.000-78, filha de Lino Franscisco Dal Ri e Alda de Souza Dal Ri, brasileira, viúva, aposentada, residente e domiciliada à Rua Ernesto Alves, no 204, Centro, Rio Pardo/RS – CEP 96.640- 000 – e-mail: Sandrakipper@gmail.com; Segunda Secretária: Celina Barcellos Netto, portadora do RG no RG 2021367806, inscrita no CPF sob o n° 33412600059, filha de Mozart Lopes Barcellos e Carmem de Azevedo Barcellos, brasileira, casada, aposentada, residente e domiciliada à Rua Senhor dos Passos no 319, Centro, Rio Pardo/RS – CEP 96.40-000, e-mail: barcellosnettocelina@gmail.com; Tesoureira: Isabela Barnetch Zarpellon, portadora do RG no 5005867261, inscrita no CPF sob o no 5664849908, filha de Nilza Ercilia Rodenbusch Barnetch e Raymundo Cunha Barnetch, brasileira, casada , do lar, residente e domiciliada à Rua São João, 219, Centro, Rio Pardo/RS – e-mail: isabelazarpellon@hotmail.com, e; Segunda Tesoureira: Mariza Terezinha da Motta Christoff portadora do RG no 1022962987, inscrita no CPF sob o no 216.838.320-00, filha de Alberto Pinheiro da Motta e Graciolina Freitas da Motta, brasileira, casada, aposentada, residente e domiciliada à Rua Moinhos de Vento 147, Fortaleza, Rio Pardo/RS – CEP 96.640-000, e-mail: mapedagoga@ hotmail.com. Conforme consta Artigo 3 o do Estatuto, a Associação tem por finalidade: “I – Promover o restauro e conservação do Solar do Almirante, imóvel localizado à Rua Almirante Alexandrino, Centro, neste Município de Rio Pardo; a) Apoiar e realizar inciativas voltadas para o desenvolvimento social artístico e cultural da comunidade; b) Dotar sua sede social com acervo adequado, e utilização do prédio como espaço cultural, com recursos próprios ou provenientes de doações, subvenções, auxílios, convênios, etc; c) Opinar nas questões que interessam ao patrimônio histórico cultural do referido Solar de forma doutrinária, cultural e técnica;”. Para cumprir referidas metas assegurar o restauro, preservação e sustentabilidade do prédio, foram traçadas as seguintes metas: 1a Atualização do Projeto Estrutural; 2a Projeto no intuito de transforma-lo em espaço público cultural; 3o Trazer a comunidade rio-pardense para a associação; >4o Capitalização de verbas por meio das iniciativas público/privada. Isto posto, a AASA, que tem por objetivo, com o consentimento e auxílio deste órgão competente, restaurar o Solar em etapas contando com a iniciativa público/privada de forma que possa tornar-se um espaço autossustentável e abrigar iniciativas culturais e artísticas, requer a Vossa concordância e auxílio para dar sequência no projeto, este que, urge. Rio Pardo, 30 de julho de 2019.

FAZENDA ABELINA CANINHA ARTESANAL

Primeiro estabelecimento apícola do país, fundado por Frederico Augusto Hannemann, no ano de 1868, o “Pai da Abelha no Brasil”, difundindo-a desde a sua chegada da Alemanha, em 1853. Localiza-se defronte ao km 54 da estrada RS- 403. Sua vida foi inteiramente dedicada às suas abelhas e ao cultivo de árvores e pomares de floração melífera. Possuía cultura científica e literária revolucionou a apicultura européia. Hannemann foi o único dos proprietários que melhor vinho fabricou e aperfeiçoou sua indústria. A Fazenda Abelina passou por vários proprietários e por muitos anos a casa ficou desabitada. Foi um lugar de grande importância histórica para os rio-pardenses, pois foi o local em que morou o Primeiro Apicultor do Brasil. Sabe-se também que era um lugar em que as pessoas da cidade se reuniam para conversar, namorar e tomar café com bolo frito, eram um lugar aprazível e acolhedor. Nos últimos anos a casa foi reformada e instalaram no local um café Colonial, mas não tiveram sucesso e fechou. Hoje o proprietário Gladimir da Silva mora no local e tem um alambique onde faz uma caninha artesanal especial.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

SOLAR DO ALMIRANTE FARIAS DE ALENCAR

O Solar Almirante Alexandrino de Alencar situado à Rua Almirante Alexandrino, nº 1096, na cidade de Rio Pardo, Rio Grande do Sul foi construído em 1790, por Mateus Simões Pires, um dos primeiros açorianos a chegar à cidade. Alexandrino Faria de Alencar nasceu em Rio Pardo no dia 12 de outubro de 1848, filho de Alexandrino de Melo Alencar e de Ana Ubaldina Faria de Alencar. Teve importante papel na política e na Marinha, fez propaganda republicana, participou da revolta de Saldanha da Gama, serviu na esquadra brasileira em operações no Paraguai, combatendo sob as ordens de Tamandaré e Barroso, foi senador, Ministro do Supremo Tribunal Militar e Ministro da Marinha. Faleceu no Rio de Janeiro em 18 de abril de 1926. Casado com Amália Murray dos Santos e tiveram um filho. O sobrado de arquitetura colonial foi construído em barro e madeira cerca de dois metros acima da rua, um dos mais antigos ainda em pé no município. Construído para satisfazer as necessidades de moradia da família e, ao mesmo tempo abrigar suas atividades comerciais, o Sobrado atendeu também às exigências de ordem urbana local, que já na época, emergiam através dos “Códigos de Posturas”. O prédio foi adquirido pelo Ministério da Marinha em 29 de abril de 1954, e, posteriormente teve seu uso e ocupação transferidos para o Ministério de Educação e Cultura, através do Decreto 1.340, de 31 de agosto de 1962, destinando-se ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Porém, o imóvel só passou para a jurisdição da Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na data de 28 de julho de 1970. A Associação de Amigos do Solar do Almirante (AASA) fundada em 17 de janeiro de 2019, é uma associação de direito privado, sem fins econômicos, com prazo de duração indeterminado e com foro e sede social localizada no Solar do Almirante Alexandrino. O objetivo é restaurar o Solar em etapas contando com a iniciativa público/privada de forma que possa tornar-se um espaço auto-sustentável que possa abrigar iniciativas culturais e artísticas. Fonte: O Solar do Almirante, de Francisco Rio-pardense de Macedo Editora da URGS, POA 1980 p.28, 52 https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/ALENCAR,%20Alexandrino%20Faria%20de.pdf https://m.facebook.com/nt/screen/?params=%7B%22note_id%22%253A842106193195350%7D&path=%252Fnotes%252Fnote%252F&refsrc=dep

HISTÓRICO DO ARQUIVO HISTÓRICO BIAGIO SOARES TARANTINO

O Arquivo Histórico Municipal de Rio Pardo completou 95 anos contando desde a sua criação na década de 1940, juntamente com a Biblioteca Pública Municipal, o Museu Barão de Santo Ângelo e Conservatório de Música. O Arquivo Histórico foi criado oficialmente pela Lei Municipal nº 162 de 29 de dezembro de 1992. Inicialmente o Arquivo manteve-se junto a Biblioteca Municipal, atrelado a Secretaria da Educação Municipal. Com o passar dos anos passou a ser ligado fisicamente a Secretaria de Turismo e Cultura e Prefeitura Municipal de Rio Pardo. O acervo do AHMRP percorreu diversos endereços de atendimentos ao público: passou por uma sala no sobrado, antiga Intendência, à Rua da Ladeira, uma sala no porão da Prefeitura Municipal, uma sala no campo de futebol com roedores, insetos e muita umidade, a documentação sofreu com os impactos provocados por todas estas maneiras de acondicionamentos em lugares insalubres. No final da década de 198O há uma preocupação de proteção para com a documentação histórica, mas só em 1991 o governo Federal cria um Decreto(lei) nº 8159 de 08 de janeiro de 1991, que dispõe sobre política Nacional de Arquivos públicos e privados. Em 1992, o governo Municipal, outorga a Lei nº 162, de 29 de dezembro, que exigiu que o acervo recebesse um lugar menos improprio, foi então que o acervo volta mais uma vez para o prédio da Prefeitura Municipal esta vez, em uma sala com melhores condições de acondicionamento da documentação Municipal. Por volta dos anos de 1994, no governo do Prefeito Denis Colossi e a Secretária de Educação Marisa Cristoff entraram em contato com a Universidade “UNISC”, onde teve início um projeto de identificação dos fundos documentais, limpeza, organização dos fundos, melhor conhecimento da documentação do Arquivo sob orientação do professora Sílvia M Favero Arend e a depois o professor Olegário Vogt . Foi então, que começou a divulgação do acervo do final do sec XVIII, XIX em diante e sua importância para o Estado e porque não para todo o nosso Brasil. Grande foi a movimentação de estagiários e especialistas, orientadores do projeto no AHMRP. Após esta data o AHMRP, passou outra vez, por várias mudanças quase que anuais, mais ou menos 6 locais diferentes, entre os quais o Centro Regional de Cultura, Antiga Casa da Câmara Municipal e Cadeia no centro da Cidade. No governo do Prefeito Edivilson Meurer Brum, nos anos de 2003/4, a Secretária Denise Kerber lutou mais uma vez pra ter parceria com a UNISC, para a continuação da Revitalização e Divulgação do Arquivo Histórico, do seu acervo histórico Com a continuação da Reorganização Reestruturação do Arquivo surge um grande Projeto REVITA AHMRP, onde a Prefeitura Municipal, o Arquivo Histórico, a Universidade de Santa Cruz, o SEDAC, a fapergs fazem uma parceria para que se realize o mesmo. (sob aos cuidados do Historiador Miguel Ângelo Silva da Costa (Prefeitura) e o coordenador do curso de História Ms. José Martinho Rodrigues Remedi e Dr Mozart Linhares da Silva. (UNISC), e funcionários e estagiários). Após o termino do projeto REVITA, o Arquivo continuou ativo funcionando e atendendo pesquisadores, já com seu GUIA DE FONTES, o que facilita a pesquisa de seus consulentes. Depois de muitas mudanças, o Arquivo Histórico retornou para o Prédio da Prefeitura Municipal, por volta de 2016, no governo do Prefeito Fernando Henrique Schwanke, onde permanece até 2026, apesar de ter sofrido com as chuvas de 2024 e 2025, mas sem danos na documentação apenas no espaço do local que se encontra o Arquivo Histórico. O Arquivo Histórico no ano de 2025/26 foi contemplado pelo Projeto Digitalizando e Compartilhando a História de Rio Pardo, Projeto realizado pela Associação de Amigos do Solar do Almirante (AASA), entre junho de 2025 até junho de 2026, o qual alcançou 60.000 (60 mil cópias) do Arquivo Histórico de Rio Pardo, sendo as mesmas preservadas e disponibilizadas por meio de um site(www.arquivohistoricoderiopardo.com.br). Participaram do Projeto: Associação de Amigos do Solar do Almirante( ASSA), como coordenador Geral Presidente Patrícia Boeira da Fontoura, Prefeitura Municipal de Rio Pardo. Servidores: Neuza Terezinha Duarte de Quadros e Márcio Bayer da Silva, responsáveis pelo acervo e orientação sobre os documentos e Metodoc (Empresa de Gramado - RS), Sócio Proprietário Rodrigo Vogt. Rio Pardo, 10 de fevereiro de 2026. FONTE:Lei de criação oficial do Arquivo Municipal nº 162 de 29 de dezembro de 1992. Neuza Quadros

terça-feira, 21 de julho de 2026

FOTO ANTIGA DA RUA ANDRADE NEVES

Esta foto é um desfile na Rua Andrade Neves, antes de ser construida a Nova Prefeitura Municipal de Rio Pardo. Este prédio da esquina era um Hotel Familiar local onde tempos depois foi demolido. Neste mesmo lugar teve inicio de uma grande construção "o Cine Hotel", um sonho que não se realizou. Cine era pra constar no prédio um cinema,Biblioteca, hotel, etc.

LIVRO DA DIVISÃO DA PROVINCIA EM 4 VILAS - RS

No ano de 1809 a Província de São Pedro foi dividida em quatro Vilas, sendo Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo e Santo Antonio da Patrulha. Este livro nos traz a certidão de nascimento das 4 primeiras Vilas da Província do Rio Grande.(Hoje Rio Grande do Sul).