REDESCOBRINDO RIO PARDO
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Nascimento de Biagio S. Tarantino e sua Paixão
8 de Dezembro: Celebrando 122 Anos de Nascimento de Biagio S. Tarantino, o Defensor de Rio Pardo
Hoje, 8 de dezembro, comemoramos 122 anos do nascimento de Biagio Soares Tarantino (1903 – 1976), uma figura cuja vida se confunde com a história e a cultura de Rio Pardo. Mais do que um cidadão, Biagio foi um verdadeiro guardião do patrimônio, um "admirável exemplo de raro amor à terra natal", que não media esforços para preservar e divulgar as belezas e a rica história de sua cidade.
Sua paixão pelo município se manifestou desde cedo, ao observar o trabalho no hotel da família, e floresceu em uma dedicação que transformou o panorama cultural e turístico de Rio Pardo. Foi graças à sua doação e iniciativa que o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo foi fundado em 1940, marcando o início de uma gestão cultural que também resultou na criação do Arquivo Histórico Municipal (que leva seu nome) e da Biblioteca Pública Municipal.
Biagio não apenas criou, mas também lutou. Sua intervenção dinâmica foi decisiva para que o calçamento histórico da Rua da Ladeira, feito por escravos, fosse tombado no final da década de 50. Ele também foi o pioneiro que, a partir dos anos 60, concentrou seus esforços na atividade turística, inaugurando a "época de ouro" do turismo rio-pardense, com a criação do Conselho Municipal de Turismo e a promoção de eventos como a Feira de Artes Plásticas. Em 1975, realizou outro sonho com a inauguração do Museu de Arte Sacra.
Descrito por Dante de Laytano como um homem que “chegava às raias do impossível o que ele fazia”, Biagio Tarantino foi um homem íntegro, ético, acolhedor e um incansável guerreiro. Seu legado é o de um defensor corajoso do nobre passado de Rio Pardo.
Que a data de seu nascimento inspire a todos a valorizar, preservar e celebrar o patrimônio que ele tanto amou e defendeu.
terça-feira, 25 de novembro de 2025
LENDA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO RIO PARDO
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE RIO PARDO
É conhecida a seguinte narrativa passada de geração em geração, relatada por antigos moradores deste Município
“Na campanha de fixação de Fronteiras do Brasil, Rio Pardo, que foi o extremo meridional, na época entre 1750 a 1800, sustentou muitas guerras e guerrilhas vitoriosas com inimigo audaz,merecendo por isto, seu baluarte, a alcunha de ‘TRANQUEIRA INVICTA” .
O oficial comandante de um posto avançados dos Dragões do Rio Pardo,tinha o hábito de, alta madrugada, levantar-separa rezar o Rosário ao ar livre .Em certa ocasião percebeu de leve ruído, muito longe, que lhe pareceu tropél de cavalos e tilintar de espóras ou espadas . Escutando melhor, teve a confirmação de suas suspeitas,certificando tratar-se de inimigos e numericamente superior. Dando tempo o alarme pode preparar a resistência, combatendo com denodo e bravura; vencendo, poz em retirada o inimigo traiçoeiro, graças a piedoza devoção co Maria Santíssima.
Agradecido a Senhora do Rosário prometera colaborar na construção de um templo em sua honra ,motivo pelo qual relatavam aos antigos a mudança da invocação de Freguesia Santo Ângelo do Rio Pardo para a de Nossa Senhora do Rosário, padroeira desde então, com a construção da nova Matriz, inaugurada em 1779. “ Esta mudança é confirmada por um documento de lembranças sobre as igrejas de Rio Pardo, existente no Museu Municipal, em data de 1769, diz: “JOSÉ ANTONIO DA MOTTA, VIGÁRIO DA VARA E DA IGREJA DE N S DA CONCEIÇÃO DE VIAMÃO- Por faculdade que tenho do Exmo. E Revmo. Sr. D Frei Antonio do Desterro, Bispo do Rio de Janeiro para rubricar todos os livros da minha Comarca e os mais que se compreendem nas Igrejas de todo o Continente do Rio Grande, Viamão e Rio Pardo, numerei e rubriquei este com minha rubrica breve “MOTTA”, o que há de servir de Tombo para se lançarem nele com toda a clareza e individuação todos os bens da Fábrica, e outro livro para tão bem se copiarem todas as ordens de S Exa. Revma. Que se remeterem aA FREQUEZIA DE N S DO ROSÁRIO DO RIO PARDO QUE ALGUM TEMPO SE INTITULA SANTO ANGELO, CUJA MUDANÇA SE FEZPOR DESPACHO QUE VI DO DITO EXMO. E REVMO. SR. A INSTANCIA DOS MORADORES DO DITO RIO PARDO. –Viamão, 8 de maio de 1769”.
Por estes motivos e pela grande veneração sempre dedicada pelos rio-pardenses à excelsa Padroeira, suas festas eram feitas na Câmara Municipal e posteriormente pelas Irmandades conjuntas do Santíssimo Sacramento e N S do Rosário,como provam vários documentos existentes no mesmo Museu.
Fonte: Jornal a Folha, 18/05/1958 pg7
terça-feira, 18 de novembro de 2025
HERÁCLITO AMERICANO DE OLIVEIRA – ABOLICIONISTA EM RIO PARD
Texto: Melina Kleinert Perussatto
...Contudo é o rio-par dense Heráclito Americano de Oliveira que melhor ilumina essa questão. No ano de 1883 participou da fundação da “Sociedade Sempre Viva” que tinha, entre outros, o objetivo de amealhar recursos para emancipar escravos. No ano de 1887, com a criação do cargo de orador, proferiu uma entusiasmada “conferência abolicionista” registrada em seu diário14. Entre 1886 e 1887 escreveu no jornal O Lutador em uma coluna onde deveria captar os últimos acontecimentos do Brasil e do mundo. Em 1887 passou a editar em Rio Pardo o jornal O Patriota, uma espécie de arauto abolicionista e republicano. Sobretudo, esse entusiasta torna-se via de acesso para compreendermos a “interiorização” das iniciativas que se sucediam na capital, no país e no mundo.
Nos deparamos com esse personagem quando atuou como curador da ex-escrava Rosa na ação de manutenção de liberdade15 de seus filhos, em 1887, solicitada após o juiz municipal decretar uma portaria16 que mantinha em liberdade todos os escravos com filiação desconhecida. Tal decisão baseava-se na lei de 1831, que proibiu a entrada de africanos, e na lei de 1871, que cessou a fonte da escravidão. A relação de Heráclito com o juiz fica um tanto explícita pelo fato da portaria e da relação dos escravos mantidos em liberdade terem sido publicados em seu jornal, conforme consta na cobrança junto à Câmara Municipal...
Fonte: anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548772190_048cb52905d35aab4efee88fcd50fc07.pdf
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
LEILÃO DE ESCRAVOS
No dia 15 de setembro de 1869, foi promulgada a lei que proibia no Brasil a venda de escravos em leilão.
No século XV os portugueses trouxeram Europa os primeiros africanos com Gil Eames. Em fins de 1500 foram utilizados na colonização da Ilha da Madeira, dos Açores e do Cabo Verde. No século XVI a América tornou-se o grande mercado.
Os primeiros escravos chegaram ao Brasil em 1538,com Jorge Lopes Bixorda. Calcula-se que mais de 15 milhões aqui entraram entre os séculos XVI e os meados do XIX. No Direito Público da época julgava-se legítima “a escravidão dos que não pertenciam à cristandade e eram inimigos declarados “. Em 1750, um escravo “peça da Índia” ou “folego vivo”( como era chamado), valia 100 mil réis. Um “boçal” valia quatro vezes mais.
O “crioulo” nascido aqui tinha ainda melhor preço. Os principais centros de imigração eram a guiné, o Congo, Loanda e Benguela.
O primeiro movimento registrado em prol da abolição da Escravatura foi em 1767. O ato da assembleia de Massachussetts, inspirado pelos”quakers”, vedando a entrada de africanos nos Estados Unidos. Em 1807, a Inglaterra proibiu o tráfico nas colônias suas colônias. Em 1810, D. João VI comprometia-se com os ingleses a uma “gradual” abolição do comércio de escravos.
Em 1823, José Bonifácio apresentou à Assembleia Constituinte, um projeto destinado a suprimir o tráfico dentro de 5 anos, facilitando também a gradual libertação dos escravos. Em 1865, o tráfico se extinguia. Proibidos em 1869, os leilões de escravos ainda perduraram por mais sete anos.
Fonte: Almanaque do Correio do Povo, 1979 pg. 67
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
GRUPO ESCOLAR VIRGÍLIA REZENDE - JOÃO RODRIGUES
Antigo prédio do Grupo Escolar, prof. Virgília Rezende, em João Rodrigues.
Vanilda Sá fala das brincadeiras que faziam pra se divertir saiam um grupo de jovens e outros tbem mais velhos pra fazer “Surpresas nas casas”, se juntavam e ali saia um Baile e a festa estava formada e a musica era com toca disco. Lembra com muita saudade.
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
PARABÉNS PELO DIA DOS ARQUIVISTAS !
O que faz um Arquivista?
O arquivista é o profissional responsável pela organização, gestão e preservação de documentos em arquivos. O seu trabalho é fundamental para garantir a eficácia das atividades de uma organização, seja ela pública ou privada.
· Organização de acervos documentais: o arquivista é responsável por definir critérios de classificação e organização de documentos, com o objetivo de torná-los acessíveis e fáceis de serem encontrados;
· Gestão de acervos: o arquivista é responsável por criar políticas de gestão de documentos, que incluem desde a definição de prazos de guarda até a disposição adequada de documentos confidenciais;
· Preservação de documentos: o arquivista é responsável por garantir que os documentos sejam armazenados e preservados adequadamente, de forma a evitar danos causados pelo tempo ou por fatores externos;
· Digitalização de documentos: o arquivista pode ser responsável por coordenar a digitalização de documentos em arquivos, o que permite maior acesso e facilidade de pesquisa.
Fonte: https://querobolsa.com.br/carreiras-e-profissoes/arquivista
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