sexta-feira, 16 de agosto de 2019

HINO AO BARÃO DO TRIUNFO


Este Hino foi composto por dois rio-pardenses atuantes na comunidade, para homenagear o Centenário da Morte do José Joaquim de Andrade Neves o Barão do Triunfo. 
Neste ano de 2019 houve também uma grande homenagem ao SESQUICENTENÁRIO DA MORTE DE JOSÉ JOAQUIM DE ANDRADE NEVE - BARÃO DO TRIUNFO - COMANDO MILITAR DO SUL.
Homenagem, junto ao monumento do Barão, na praça São Francisco

Agosto/ 2019

                  Letra de Guilherme Barroso
                  Música de Raul Silveira

Ao grande Barão do Triunfo,
 Ao mais bravo dos guerreiros,
Trazemos flores e louros,
Porque somos brasileiros.
                                                       Coro:
                                      O seu nome uma bandeira,
                                      De bravura, de heroísmo!
                                      Honrar a Pátria é imitá-lo
                                      Nos atos de patriotismo.
     Servir-nos-ão, de farol,
    Da vida na trajetória,
    Os atos daquele herói
     Que não nos sai da memória.

                                        Prestemos ardente culto
                                        Ao general destemido,
                                        Ao inexcedível patriota,
                                        Nas lutas jamais vencido.
   
      Rendamos esta homenagem
      Ao eleito dos eleitos,
      Ao que merece da Pátria
      Os mais elevados preitos.

                                        Letra de Guilherme Barroso
                                        Música de Raul Silveira

FONTE: Jornal a Folha 05/01/1969 AHMRP


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

NICOLAU DREYS DESCREVE O CLIMA GAÚCHO E UMA CHUVA DE PEDRA EM RIO PARDO


Em 1839 o francês Nicolau Dreys publicou um livro no Rio de Janeiro, narrando suas experiências e vivências como comerciante no extremo sul. A obra aborda o período da Guerra Civil no Rio Grande do Sul, com descrição do meio geográfico, dos núcleos urbanos e da população, destacando o caráter e os costumes dos habitantes, com amplas informações sobre a economia.
Ao descrever o clima, diz que: “Há chuvas, é verdade, porém locais e rápidas, e quase nunca acompanhadas daquela perseverança que torna a vizinhança dos Trópicos tão enfadonha e pestífera. Em compensação, se as chuvas são acidentais e de pouca duração, os ventos acometem o Rio Grande com uma regularidade que poucas modificações admite em sua permanência e força. Já fizemos ver a  natural influência que exerce sobre a exsicação[1]local esse poderoso agente auxiliar, sempre em atividade; é possível que sua ação prejudicasse também a multiplicação das searas, desfazendo continuadamente os vapores aquosos; todavia, é tão útil à salubridade, tão proveitoso para a indústria, que, apesar daquele efeito contrário, ainda problemático, deve-se considerar o vento como um dos mais ativos benfeitores do país.
São raras nas planícies meridionais do Rio Grande as cristalizações pluviais. Mas, nas partes setentrionais, esse meteoro é mais ordinário; presenciamos no Rio Pardo uma tremenda chuva de pedras, e também foi esse um dos mais furiosos furacões que temos visto nos dois hemisférios. Num instante, a vila  não ofereceu senão montões de ruínas; todas as vidraças e grande parte dos telhados caíram quebrados; paredes inteiras foram derrubadas, e outras crivadas como pela metralha; todas as árvores das quintas ficaram quase reduzidas ao tronco principal, e muito gado  morreu no campo adjacente. Citamos esse exemplo, não para que se conclua ser esse o estado habitual do país, mas sim, para insistirmos sobre a diferença que sempre existe entre as temperaturas do Norte e do Sul da província, sendo as chuvas alguma coisa mais frequentes ao Norte, e por isso mais expostas aos acidentes de congelação, que determinam nas camadas superiores da atmosfera os eflúvios de frio vindos do Sul.”

REFERÊNCIA:
DREYS, Nicolau. Notícia Descritiva da Província do Rio Grande de S. Pedro do Sul. Quarta edição. Porto Alegre: Nova Dimensão/EDIPUCRS, 1990. p. 54-55.


[1] Privação de umidade

terça-feira, 13 de agosto de 2019

CARRETAS FIZERAM HISTÓRIAS RIO PARDO PANTANO GRANDE


Acarreta de boi deixou um grande legado na história do transporte de mercadorias na região e no país. Era movida a tração animal, puxada por juntas de bois e, para a sua plena fabricação, necessitava-se de 102 peças de madeira especial. Os materiais geralmente utilizados para a fabricação de uma carreta eram:dois metros e vinte e dois centímetros de ferro e setenta e seis centímetros de madeira. A primeira carreta foi fabricada com madeira vinda de Portugal. Os carpinteiros que construíram também vieram de lá,trazidos pelo Brigadeiro da Silva Pais. O navio atracou no porto de Rio Grande de São Pedro em 12 de fevereiro de 1737. A carreta foi o primeiro veículo de transporte do Exército Brasileiro, passando mais tarde, a ser o veículo nacional. Em 1864, foi descoberta, no Rio Grande do Sul, a primeira jazida de pedras que serviram para a produção de cal. E foi na Várzea do Capivarita que surgiu a principal fonte de extração da matéria-prima, esta que era transportada por carretas até os primeiros fornos na cidade de Rio Pardo. Estas carretas, na volta de Rio Pardo, traziam mercadorias para o comércio interior. Havia um grande número de carreta viajando pelas estradas pantanosas, onde hoje fica situado o município de Pantano Grande. Esta é a história que conta como era feito o transporte de mercadorias das fábricas para o comércio em geral. Feito por carretas puxadas por bois em meados de 1800. O transporte de mercadorias por carretas acabou com a chegada de caminhões a região. Com certeza, as carretas de bois são mais uma história de nossa terra.

FONTE: Relembrando a história de Nossa Terra Pantano Grande, Olívio Soares, 2010, pg. 90.
Partes do carro de boi
·         canga: peça em que se prende o cabeçalho ou o cambão e que é colocada sobre o pescoço de dois bois, responsável pela transferência de energia mecânica ao cabeçalho.
·         canzil: Peças em forma de estacas trabalhadas que atravessam a canga de cima para baixo em quatro pontos, de modo que o pescoço de cada boi fique entre duas dessas estacas;
·         arreia: suportes que atravessam transversalmente o cabeçalho, sobre os quais se apoiam as tábuas da mesa;
·         cabeçalho: a longa trave que liga o corpo do carro à canga, que se atrela aos bois;
·         cantadeira: parte do eixo que fica em contato com a parte inferior do chumaço. O contato entre eles produz o som característico do carro;
·         cheda: Prancha lateral do leito do carro de bois, na qual se metem os fueiros;
·         cocão: Cada uma das partes fixadas por baixo das chedas, que servem para fixar, duas de cada lado do carro, cada um dos chumaços;
·         fueiro: cada uma das estacas de madeira que servem para prender a carga ao carro;
·         mesa: a superfície onde se coloca a carga;
·         Recavém, ou requevém, é a parte traseira da mesa.
·         tambueiro: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender o cabeçalho ou o cambão à canga;
·         brocha: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender um canzil ao outro passando por baixo do pescoço do boi.
·         Roda: feita de madeira nobre (Jacarandá), constituí de três pranchas unidas por travas de madeira(cambota)colocadas internamente nas pranchas por furos retangulares, estas fixadas por grampos e chapas de ferro. A circunferência é coberta com chapa de aço fixada à madeira com grampos de aço cuja forma arredondada deixa um rastro característico.
placa de carreta
·         palmatora: partes laterais do cabeçalho na parte anterior da mesa do carro de boi.



FONTE: pt.wikipedia.org/wiki/Carro_de_boi

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

PADRE BROGGI

PADRE BROGGI

O Padre Carlos Thomaz Broggi, o rigoroso Broggi, nascido na SICÍLIA (Itália) em 1877, é um dos personagens mais marcantes da História do nosso Munic´pio.
 Em 1914, foi nomeado Vigário da Paróquia Nossa Senhora do Rosário. Chegando a Rio Pardo neste mesmo ano, acompanhado de um Fox Paulistinha, chamado Joli,trazendo uma pequena mala e uma bola de futebol.
 Sua Chegada coincidiu com um momento de crise na igreja da localidade por divergências com a Maçonaria, materialismo, corrupção moral, em que as almas mais puras eram arrastadas por um turbilhão de incertezas, se não: seduzidas levadas nos torvelinhos das ideias. Broggi atuou como um anjo protetor sobre essa terra de tão bela tradição.
Padre Broggi, logo fez amigos e conquistou a simpatia da criançada. Costumava ir para a frente da igreja Matriz com o cãozinho e a bola, onde conversava e jogava com a gurizada. Visitava as famílias e era convidado nos casamentos e aniversários. Dessa forma, gradativamente, foi conquistando a comunidade.
Tiveram os rio-pardenses, seu guia espiritual, a conduzi-los pelo caminho retilíneo dos sãos ensinamentos de Cristo, um padre e um amigo- TOMAZ BROGGI!
Não somente um sacerdote enclausurado em sua batina, à espera  de que os homens procurassem a mansão divina que o chamassem para cumprir a sua sublime missão de curador das almas. Mas, um padre compenetrado no seu dever, que procurava os homens e as crenças, indicando-lhes a estrada iluminada, traçada pelo Evangelho.
E mais que um Pároco, um amigo, que viveu com o povo de Rio Pardo os seus momentos de alegria e felicidade, o que sentiu com o povo da nossa terra as suas horas dolorosas de pesar e infortúnio.
 Filho da Itália veio para o Brasil bem moço ainda, elegendo a nossa terra por Pátria e a cidade de Rio Pardo por berço. Tendo tomado posse a 8 de novembro  de 1914, em cujo ministério atuo até 1955, ocasião em que por motivo de doença, recolheu-se ao Hospital da cidade, onde faleceu em 1959.
Seu corpo foi transportado para a Igreja Matriz, onde foi velado. Espalhada a notícia na cidade, o povo acorreu ao templo, manifestando sua tristeza e levando sua visita ao zeloso e santo sacerdote.
Aos atos fúnebres, refletiram mais uma vez, o quanto era querido e amado pelo povo Rio-pardense.
Pia Batismal usada pelo Pe. Broggi

FONTE: Texto da profª Ceni Fontoura (Uma Luz para a História do Rio Grande, Rio Pardo 200 anos, Editora  Gazeta do Sul,2010, Rio Pardo Cidade Monumento, De Paranhos de Antunes, Guia Histórico de Rio Pardo, Dante de Laytano 1979).

UM GIGANTE DAS CARRETAS RIO PARDO


HOJE, PANTANO GRANDE

Sr. Miguel Guterres da Luz nasceu 29 de setembro de 1920. Foi um grande herói carreteiro que, aos 8 anos de idade, começou a enfrentar as estradas passando por muitas dificuldades como frio, chuvas, atoleiros, calor, tempestades de ventos, as quais muitas vezes impedia-o de chegar aos seus destino. Andava com suas carretas dia e noite. À noite ia guiado pelo clarão da lua. As viagens, ida e volta, tinham duração de até uma semana. Na época, eram usados três tipos de carretas; carretinha de uma junta de boi para serviços caseiros, carreta ¾ com três juntas de bois, e carretão, que levava 100 arrobas ou 1.500 quilos. Esta última era utilizada por Miguel. Porém, para maior sacrifício do carreteiro, a balança de conferência no destino pesava apenas de dez em dez arrobas, Sendo assim, toda a quantia levada na carreta tinha de ser colocada aos poucos sobre a balança manualmente. O locais marcados pelos carreteiros  para pousadas e paradas para descansos eram de Várzea à Pantano Grande: Alto do Açude, propriedade do Senhor Feliciano Pereira de Barros, Alto dos Lagoão, Barro Branco, Aroeiras à Pantano pela Estrada da Divisa, Areia do Pão, Descida  do Mata pulga, Capão da Fonte.  De Pantano à Rio Pardo: Barro Preto, Boa Vista, Pastagem Nova, Dona Alice, Volta Grande e Santa Vitória. A travessia das carretas pelo Rio Jacuí para chegarem até Rio Pardo era feito por balsa, sendo esta comandada pelo senhor Gomercindo Salão Trindade. Os valores dos fretes variavam entre 15 e 25 mil réis. Porém, quando se fazia bons negócios, podia-se receber até 30 mil réis, para a felicidade do carreteiro, que voltava para casa com a guaiaca cheia.
Esta é mais uma história de nossa terra.


FONTE: Relembrando História de Nossa Terra, pg. 89,2010. Olívio Soares - AHMRP

terça-feira, 6 de agosto de 2019

CASA 800- 60 ANOS DE COMÉRCIO


BALDUINO POERSCH
 Fundador da Casa 800
Trajetória de uma vida e de uma empresa ligadas à história de Rio Pardo.
 Chegados da Prússia no ano de 1862, desembarcaram no Brasil o casal Jhames Pörsch e Catarina Ody.
Estabelecidos no Rio  Grande do Sul, em Nova Petrópolis, tiveram numerosa prole, entre os quais Felipe Poersch. Felipe apaixona-se por Bárbara Rohden, que por ser de família de camponeses humildes não foi aceita na família tendo o casal ido estabelecer-se em Taquari longe dos familiares. Desta união nasceu Balduino que, aos 20 anos de idade vêm à Rio Pardo em busca de trabalho e aqui se estabelece trabalhando no  comércio do Sr. Fortunato Roque Sad. Mais tarde foi convidado a trabalhar para o Sr. Luiz Roosenfield proprietário da Loja Americana, na Rua Dr. João Pessoa, onde hoje está instalada as Lojas Obino.
Tendo o Sr. Rosenfield ido embora da cidade, Balduino forma sociedade com Raphael Werba e adquire o negócio que continuou a chamar-se Loja  Americana . Casa-se então com Edite Sacarello, filha do ilustre rio-pardense Pedro Castello Sacarello. Dois anos mais tarde, em 1944, rompe-se a sociedade com Raphael Werba e Balduino adquire a parte de seu sócio e funda a firma Balduino Poersch.
 Durante a guerra, para evitar problemas, devido a sua origem germânica, muda de sua loja para Casa Bandeira Branca. Em 1954, constói o prédio na Dr. João Pessoa, nº 800, tendo subsídio até os dias atuais, atualmente sob direção de Gilberto Sacarello Poersch, filho de Balduino.
Balduino faleceu em 1989 tendo dedicado 60 anos de sua vida profícua ao crescimento e progresso desta Terra, Rio Pardo.

FONTE: Recorte de jornal - AHMRP  Capa verde

  

BILIOTECA MUNICIPAL INFANTIL MARINA DE QUADROS REZENDE


Contação de Histórias na Biblioteca no CRC
Já existia a Biblioteca Pública Municipal que integrava o Conjunto Cultural junto com o Museu e o Arquivo Histórico, criado pela iniciativa do historiador Biágio Soares Tarantino em 1939, regulamentado em 1940, pelo então Prefeito Ernesto Protásio Wunderlich em homenagem e reconhecimento ao incentivo dado á estruturação desse espaço literário.
A biblioteca sempre disponibilizou um pequeno espaço dedicado ás crianças. Com o aumento da procura por obras infantis, foi inaugurada A BIBLIOTECA INFANTIL com a colaboração da comunidade através de doações de livros e objetos de decoração. A Biblioteca Infantil foi criada com o propósito de despertar o gosto pela leitura, incentivar o hábito de ler e de disponibilizar um ambiente agradável e acolhedor, com espaço para leitura no local e empréstimo de livros e revistas, audição de histórias infantis para as crianças de até 5 anos de idade. Objetivando ampliar o conhecimento dos seus frequentadores, a fim de contribuir para a construção de um cotidiano mais humano e feliz para as crianças na formação da sua personalidade. Primeiramente, esteve situada junto ao antigo prédio da Camara de Vereadores, na Rua Andrade Neves, centro. Atualmente a Biblioteca Infantil está localizada no Centro Regional de Cultura Rio Pardo.  O Decreto Municipal nº 107 de 17/11/2004, designou como Patrona  da Biblioteca Infantil, a professora, pesquisadora, historiadora e poetisa Marina  de Quadros Rezende que , em vida, demonstrou inestimável talento, maestria e dedicação ao magistério e a história deste Município como  autora da letra do Hino de Rio Pardo, Hino à Nossa Senhora do Rosário, Hino de diversos Clubes de Mães, incentivadora de criação da Banda dos Dragões e prestadora de relevante serviços às obras  assistenciais e religiosas e Hinos da várias escolas. Autora dos livros, Rio Pardo- História, Recordações e Lendas, leitura obrigatórias para quem deseja conhecer, de forma agradável, a história de Rio Pardo e Páginas do Coração- poesias. Através do seu trabalho na literatura tomou-se sócia colaboradora do Instituto de História e Tradições do RS. Dona Marina soube desenvolver entre seus alunos o hábito pela leitura e como ninguém, ensinar a história da sua amada terra natal com orgulho de suas raízes rio-pardenses.

FONTE: Jornal de Rio Pardo, 28/29/10/2011 AHMRP