quarta-feira, 11 de julho de 2018

A CASA DE ANA AURORA



 Na Avenida dos Amarais, nas proximidades do Gás do Fred, localiza-se a casa onde residiu Ana Aurora do Amaral Lisboa. A Grande Mestra, como ficou conhecida, possui idéias revolucionárias. Foi uma Educadora excepcional, preocupada com as questões políticas e sociais do seu tempo.
Integrada em uma sociedade machista, conquistou seu espaço. Trabalhou pele educação durante 55 anos de sua vida, deixando profundas lembranças na memória das três gerações de rio-pardenses que ajudou a formar no Colégio Amaral Lisboa, fundado por ela .
A Professora dinâmica, poetisa, teatróloga e escritora, Ana Aurora sempre enfatizou o cotidiano político da época.  Sua principal característica foi vivenciar as idéias sociais e políticas do seu tempo, sobre as quais escrevia.

 FONTE: Gazeta do Sul, 25/03/2000. Memória Viva  

sexta-feira, 6 de julho de 2018

PORTÃO NA RUA DA LADEIRA
O calçamento da Rua Da Ladeira foi tombado pelo Patrimônio Histórico  Nacional em 1954 por ser um dos mais antigos do Estado. Na época da formação da Vila, a Rua da Ladeira servia de ligação entre os rios Jacuí e o Pardo e foi palco de importantes acontecimentos políticos. Por ela passaram as pessoas que desembarcavam no porto, entre elas muitos homens importantes, como Júlio de Castilhos, que se hospedou na casa que existia ali, no número 308.
Essa casa, adquirida pela professora Eneiva Lima Muller, foi destruída pelo fogo. Ao reconstruir sua residência, a professora fez questão de manter o único elemento antigo que restou: o portão.
Atualmente, o portão está ali, muito bem conservado e integrado ao prédio moderno que substituiu o antigo.


FONTE:
PORTÃO E A ANTIGA CASA
Gazeta do Sul – Memória Viva- 06/05/2000 Silvia Barros e Ceres Kuhn

RECORDANDO COISAS QUE MARCAM O PROGRESSO DE UMA CIDADE


A luz, o trem, a água todas estas coisas vieram para somar em nossas vidas, mas nos deixam saudades, são fatos históricos que marcam o progresso na vida de uma população, em uma certa época de nossas vidas.

Antiga Hidráulica - Wunderlich





Uma das primeiras Caixa dágua
Rampa do Porto do Jacuí

quarta-feira, 4 de julho de 2018

PALAVRAS SÁBIAS DE ANA AURORA DO AMARAL LISBÔA


Aos 90 anos de idade, a professora Ana Aurora do Amaral Lisbôa afirmava:"Não há nada que se compare com o brilho da inteligência no olhar de uma criança quando compreendeu o que se está explicando". Ana Aurora era poetisa, escritora e nas suas poesias falava"Não pode haver martírio comparável à vida dos escravos; seus grilhões não só lhes põem o corpo em contorções, escravizam-lhe a alma, - o que dói mais." ( A Escravidão 1880)
D. Ana Aurora dava aulas no ensino primário, preparava aulas especiais de curso que hoje é denominado Ginasial e preparava  alunos para vestibulares, especialmente alunos para a Escola Militar de Rio Pardo. A professora Dona Ana Aurora foi uma educadora excepcional e pedagoga notável, glorificou o professorado do Rio Grande do Sul. 

 FONTE: Spalding, Walter, a Grande Mestra, 1953. AHMRP.

terça-feira, 3 de julho de 2018

SAÚDE PÚBLICA EM RIO PARDO


PREOCUPAÇÃO COM A LIMPEZA DA CIDADE

 A Província do Rio Grande do Sul conforme circular, pede a Câmara Municipal de Rio Pardo para tomar os devidos cuidados com a limpeza da Cidade devido ao aparecimento de Cholera  morbus em Pernambuco  e que poderá se espalhar por outros lugares.
Neste oficio pede providências  ao Sr. Fiscal da Cidade:
 1º- que remova todos os depósitos de imundícies existentes na cidade, para lugar que não seja nocivo a salubridade pública;
2º que o médico de partido acompanhe periodicamente aos exames dos gêneros alimentícios de toda a espécie expostos a venda, impondo aos que tiverem em  mau estado, ou falsificados,  as respectivas multas;
3º que não consinta de modo algum que se abrão sepulturas daqueles sobre os quais houver suspeitas de terem falecidos de cholera.
4º mandar fazer a limpeza da Cidade, roçando e queimando todas as ervas,  a fim de que entre elas não se façam despejos  de imundícies. A limpeza da Cidade será feita por uma pessoa inteligente no trabalho, e muito recomendada. Rio Pardo, 05 de março de 1862. O Vereador presidente  Joaquim José de Brito.

FONTE: RGC Nº 24, 344 pg. 133 v.    Ano: 1858/65    AHMRP

ÉPOCAS DIFÍCEIS MAS VERDADEIRAS

 VOCÊ SABE ONDE ERAM COLOCADOS OS DEJETOS EM RIO PARDO?
 Os dejetos em Rio Pardo eram recolhidos em vasilhas de madeira ou metal, tipo de um tonel, carregados por carroças puxadas por cavalos, chamados de “tigres” e que inalava um mau cheiro. Eram levados inicialmente por escravos, para ser despejados nos rios ou lagoas.  Aqui em Rio Pardo, como em muitas partes do Brasil não havia banheiros, a higiene era precária e os problemas de saúde pública eram muito sérios. Ocorrendo, assim as Epidemias, muitas pessoas morriam por falta de higiene, por falta de banho. Em nossa cidade era usado o o urinol (pinico) para fazer suas necessidades fecais e também retiradas por alguém encarregado para esse trabalho.  Acredito que nos últimos tempos antes das canalizações, dos banheiros, o serviço era feito pela Prefeitura Municipal, pois na Boa Vista, nos anos 1962, no Asseio Público, ficavam guardados os vasilhames do trabalho de limpeza. Por muitos anos usávamos a casinha “uma patente,“ lá no fundo do pátio, para as nossas necessidades. Ainda hoje falta Saneamento Básico em muitas partes  do interior, em áreas rurais  e em muitas cidades do Brasil e porque não do Mundo.
”No inicio do século XIX, os banhos ainda não aconteciam a limpeza corporal eram reduzidas em algumas partes do Corpo. Alguns viajantes quando passam pelo Brasil deixam registro do seu “espanto” que “entre os habitantes eram acostumados a tomar, no máximo, quatro banhos por ano, quando trocava a roupa de cima , enquanto a de baixo nunca era trocada e, quando apodrecia, era jogada fora”. 
Usavam bacias para lavar o rosto e as mãos logo pela manhã, não tinha casa de banho, nem água encanada. Aqui em Rio Pardo somente tivemos água encanada por volta da década de 1950.
 FONTE: LIMA, Tânia Andrade de. Humores e Odores, 1995.
Foto do Asseio Público

domingo, 1 de julho de 2018

A CASA DE CARIDADE - CENTRO REGIONAL DE CULTURA

A CASA DE CARIDADE - logo após o termino da Revolução Farroupilha,em 1848 a
 Irmandade dos Passos sentiu a necessidade de ajudar aos mais necessitados, pensou então em construir uma Casa de Caridade(hospital), e por falta de verbas, levou 34 anos para ser terminado, prédio imponente do Hospital e somente em 1882, ficou pronto. E na época não conseguiram mobiliar a mesma para ser um Hospital. Ficou sem uso por um tempo.Foi então cedida ao governo Imperial para ali colocar tropas do Exército Brasileiro. 
A sugestão de criar Escolas Militares aqui foi de marechal  Gastão de Orleans, o Conde d' Eu, após sua vinda ao Sul (Rio Pardo) para presidir manobras militares  como comandante da Artilharia(1865)."Ele falou para o governo, não terá de comprar um prédio, pois na cidade de Rio Pardo, tem um desocupado, que poderá ser usado sem grandes gastos"... E assim  aconteceu vieram várias Escolas neste mesmo prédio com apenas, pequenas reformas para adequar a cada necessidade do momento.
Em 1885, abrigou a Primeira Escola Militar a “Escola de Tática e de Tiro.” comandada pelo Ten. Cel. Antônio Sena Madureira. Outras vieram sendo uma das que mais, marcou foi a Escola de Preparatória e de Tática de Rio Pardo em 1898/1903. Escola em que estudaram muitos alunos que se destacaram no cenário Nacional Brasileiro como Getúlio Dorneles Vargas, Eurico Gaspar Dutra, Mascarenhas de Morais e muitos outros. 
No final da década de 1920, chegam as primeiras irmãs do Puríssimo Coração de Jesus, para instalar em Rio Pardo, um colégio, com educação voltada aos princípios cristãos. Em 1930, o prédio é comprado para ser colocado o colégio Nossa Senhora Auxiliadora, que inicialmente foi instalado no prédio dos Panatieri, na rua da Ladeira, mas como o prédio estava muito estragado, as Irmãs compram outro Prédio, o das Antigas Escolas Militares e lá instalam o Colégio Auxiliadora que ficou até 1965. Com o processo de  degradação do antigo prédio, as irmãs construíram um novo prédio para a Escola, ao lado do antigo. Reconhecendo a importância histórico-cultural, o avanço da sua deterioração  e sem condições de realizar necessária manutenção, a Sociedade Educação e Caridade doa o imóvel para o Governo do Estado.
Em 1976 o prédio é interditado, em 83 é tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado. Em 1991, os Ex-alunos  e amigos do Auxiliadora mobilizam-se para o restauro do Prédio. Muito trabalho tiveram os componentes da UNEAMA, para conseguir recursos e em 2001 o projeto de restauro é aprovado e a Refinaria Alberto Pascoalini - REFAP S/A comunica a aprovação de seu patrocínio Exclusivo ao projeto de restauro de 3.793.166,84.
Finalmente em 08 de dezembro de 2005 o prédio foi Inaugurado  com o nome de Centro Regional de Cultura Rio Pardo, com salas espaçosas ara várias atividades: Memorial do Exército, Conservatório de Música, Teatro e Dança, Artesanato, Pintura, Biblioteca, Sala de Cursos, Livraria, Cafeteria...

 FONTE: Catálogo do CRCRP, Antigas Escolas Militares de Rio Pardo, 2007.


CASA DE CARIDADE- ESCOLAS MILITARES
COLÉGIO AUXILIADORA - INTERDIÇÃO

CENTRO REGIONAL DE CULTURA RIO PARDO