sexta-feira, 29 de maio de 2020

ÁREA DE LAZER NA PRAIA INGAZEIROS



Desde a criação da nossa cidade este local foi de grande importância, pois por ali chegava todas as mercadorias vindas da Capital para ser distribuídas para as Missões e interior do RS, era um lugar de grande movimentação de barcos, canoas e comerciantes. Com o tempo deixou de ser o local principal para o transporte de mercadorias principalmente por ter chegado as Ferrovias, mas como Área de Lazer sempre foi um lugar lindo para o veraneio no verão  dos rio - pardenses.
Na confluência dos rios Pardo e Jacuí temos uma grande área de lazer, uma praia. Neste local  são realizados muitos eventos Turísticos como a Festa do Peixe, dos Navegantes, de Iemanjá, desfiles de Garota Verão, Campeonato Praiano e muitos outros eventos importantes para a nossa Cidade Histórica.

Praia do Jacuí  e o Comércio de areia, peixe.



Rampa do Jacuí para descarregar mercadorias- 1846
Mirante de madeira antigo
Construção de um mirante novo


Mirante novo

Entrada praia Ingazeiro

quinta-feira, 28 de maio de 2020

FORTE JESUS, MARIA E JOSÉ (RIO PARDO) (V) Coronel Annibal Barreto


RIO GRANDE DO SUL – Resumo Histórico
Fora da linha do Tratado de Tordesilhas, o Rio Grande do Sul não ficou compreendido na divisão do Brasil em 1534, em Capitanias hereditárias.
Em 1680, temendo a invasão dos espanhóis, a Corte Portuguesa deliberou fundar a Colônia do Sacramento e colonizar a extensa região que ia de Santa Catarina àquela Colônia.
Colonos e Jesuítas, partido aqueles de São Paulo e de Santa Catarina, em 1715 foram os primeiros exploradores das desconhecidas regiões do Rio Grande do Sul.
O paulista Domingos de Brito Peixoto, de São Vicente, fundador de Laguna, tomou parte efetiva na exploração do Rio Grande do Sul.
Em 19/2/1737 foi fundada a cidade do Rio Grande pelo Brigadeiro José da Silva Paes, iniciando este as primeiras obras de fortificações nessa Capitania.
Em 1738 a então Capitania d’Rei, hoje Rio Grande do Sul, foi separada de São Paulo, ficando subordinada ao governo do Rio de Janeiro.
Em 1763 foi a Capitania atacada por D. Pedro Ceballos.
Dessa época em diante, foram aceleradas as construções de obras de fortificações no Rio Grande do Sul (...).
FORTE JESUS, MARIA E JOSÉ (RIO PARDO)
Esse Forte foi construído, em 1752, nas margens do Jacuí, próximo à confluência do Rio Pardo, local hoje conhecido por Alto da Fortaleza.
Em 1773, quando da invasão dos espanhóis, estava sob o comando do Sargento-mor Pinto Bandeira, que conseguiu deter a marcha dos invasores.
O heroísmo dos defensores desse Forte é bem conhecido quando das investidas do índio Sepé Tiaraju, que, com forças numerosas, atacando o forte, foi derrotado e feito prisioneiro.

REFERÊNCIAS: Fortificações do Brasil, Coronel Annibal Barreto. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1958.

terça-feira, 26 de maio de 2020

RIOS: FONTES NATURAIS DE VIDA


RIOS JACUÍ E RIO PARDO


Rio Jacuí e a seca

Rio Jacuí cheio - enchente
O Rio Jacuí e a seca na rampa construída em 1846








O rio Pardo e a seca de 2020
Rio Pardo no entroncamento do Jacuí quase seco
A ponte e a lamparina centenária e a cheia do rio

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DA FERROVIA EM RIO PARDO


A Estação Férrea surge por volta de 1883, inicialmente propriedade da RFFSA(Rede Ferroviária Federal S/A) depois da concessionária ALL(America Latina  Logística), do município e  hoje é de responsabilidade do DNIT(Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte).
Uma da fotos mais antigas
A Estação Ferroviária tem um valor histórico cultural e uma  tradição para a Cidade. Neste local era vendido os Sonhos e o Peixe frito de Rio Pardo aos passageiros que por ali passavam, paravam saboreavam e continuavam a viagem.
Depósito 

Estação total como era inteira com o Depósito visto ao alto
Estação Férrea (parte do prédio) ainda em uso
Estação em chamas 2020

Parte do Depósito após a queima e o incêndio da Estação

FONTE: Neuza Quadros- AHMRP

domingo, 24 de maio de 2020

SOL NASCENTE E POENTE NO INTERIOR


No Interior tudo é observado por nós. A beleza das coisas simples, animais, flores,plantas, o nascer e o por do Sol. Tudo é diferente e só quando não temos o movimento, o barulho da Cidade, a Luz é que podemos viver e sentir realmente esses momentos ...

Aurora em pederneira

o nascer do sol 
Por do Sol Pederneira


Por sol pederneira


Propriedade "abandonada"  êxodo rural
Viver numa chácara é muito gostoso ver as sementes crescer, dar frutos e poder comer coisas naturais tudo isso não tem preço, mas com a idade avançando e a saúde abalada também tudo vai se modificando e a vida começa a mudar.
Por sol na chácara
As vezes não entendemos porque saindo, passeando  no interior vimos tantas chácaras "abandonadas", pensamos isto mas quando vivemos e sentimos com nós mesmos é que entendemos o porquê isto acontece com tantas famílias virem embora para a Cidade em busca de mais recurso e um final de vida mais " tranquila".
Campo com gado pederneira
Êxodo Rural  dá pra entender que são momentos e momentos que cada um tem na sua vida as vezes não é como
Sanga com arvores e areia

FONTE: Fotos e texto Neuza Quadros
esperamos, mas como  tem que ser assim pela necessidade do momento. 

quinta-feira, 21 de maio de 2020

INCÊNDIO DA CAPELA SÃO FRANCISCO - PRESIDENTE DA PROVÍNCIA


OFÍCIO AO PRESIDENTE DA PROVÍNCIA

Ilmo. e  Exmo. Snr. Doutor JOÃO  LINS  VIEIRA CANSANSÃO DE  SINIMBU
Capela São Francisco

A Câmara Municipal desta Cidade em sessão de 30 de novembro de 1853,deliberou levar ao conhecimento de V. Exª que a huma hora  da pouco mais,ou menos do dia 28 do corrente manifestou-se incendio na Capella Mor da Capela São Francisco aliás da Capella da Ordem Terceira de São Francisco, e sendo prestado o socorro que em casos taes se costuma não foi possível evitar a intensidade do referido incendio, que deixou -a em total ruína, perecendo victima dell o Orago de Ordem, e varias Imagens ali collocadas: salvarão-se das chamas onze Imagens e algumas alfaias e paramentos do Culto, concorrendo muito para isto os esforços inauditos de todos de a população em geral. Hontem pelas cinco horas da tarde reunida"toda a população" nas ruínas da referida Ordem tem, lugar a transladação das Imagens em Procissão Sollenne de Penitência, para a Igreja Matriz. Esta Catastrofe tem compengido a população pelo estado decadente em que se acha de não poder reparar na actualidade tão desastroso acontecimento = deos Guarde a V. Exa.= Paço da CamaraMunicipal da Cidade de Rio Pardo. Bernardo Gomes Souto= Francisco A. Borba= Rodrigo José de Figueiredo Neves= Venancio José Chaves=Joaquim José de Oliveira Lima = Antonio José Landim= José Lourenço da Silva Lisboa. O secretario Feliciano Jose Coelho.
Frade de pedra

Obs.: O Texto esta escrito conforme o documento original.

FONTE: AHMRP - LRGC 32,1852/58. Neuza Quadros
Imagens de Cristo em tamanho natural
Imagem Sino

Sinos centenários

domingo, 17 de maio de 2020

CARTA DE ALEXANDRINO DE ALENCAR


A carta de Alexandrino, reproduzida a seguir, foi redigida seis dias após o combate de Passo Fundo. Ante o revés sofrido pelas forças federalistas, as perspectivas da revolução são desanimadoras. Seu filho, Armando, com 8 anos de idade, está sendo criado, em Rio Pardo, pela sua irmã Evangelina e seu cunhado, João Carlos Leitão da Rocha, fazendeiro e chefe político no município.
Alexandrino escreve em tom de despedida, pois receia  morrer a qualquer momento. Faz, por isso, um pedido ao filho; outro, ao cunhado e à irmã. Envia-lhes, também, a resposta à ordem do dia, do chefe da esquadra legalista, relativamente ao comportamento, seu e da guarnição do Aquidaban, quando do torpedeamento do navio – documento que tornará público quando chegar a Montevidéu.

Vila da Soledade, 3 de julho de 1894
Meu querido filho Armando,
Meu cunhado e minha irmã:
A fatalidade dos acontecimentos revolucionários me aproximou de vocês: entretanto, não posso chegar até Rio Pardo! Como se cobre de tristeza minha alma, já cansada pelos sofrimentos morais e físicos que vêm de longe!
Meu filho: quanto sinto não poder te abraçar; talvez, nestes meus últimos dias de vida! Se assim for, procura, por todos os meios, localizar meu cadáver e conduzir meus ossos para o túmulo da mamãe[1], no Rio de Janeiro, de modo que ainda possa juntar-me a ela pela matéria, já que a alma deve evolar-se para regiões desconhecidas. Envio-te, bem como a meu cunhado, uma resposta ao miserável chefe da esquadra[2] do tirano[3], relativamente ao último episódio do Aquidaban (navio que comandei no período revolucionário da Esquadra Libertadora), justificando, perante a História, o comportamento de sua guarnição e o meu, na emergência difícil em que nos achávamos.
Para isso, declaro que os escravos do tirano são infames duas vezes, porque mentem como lacaios para receber as graças do Senhor, adulterando os fatos e caluniando aqueles que, sem ambição, lutam pela liberdade de sua Pátria. Quero que esta minha justificação seja publicada em ocasião oportuna, de modo a poder desmascarar a ordem do dia daquele infame chefe, que nos atirou o labéu[4] de covardes, mas que fugiu do local, onde se deu a surpresa – comprada pela traição.
Como simples cidadão, estou combatendo em terra, depois de ter me batido  no mar durante sete meses. Acabo de participar, no dia 27 de junho, do grande combate de Passo Fundo, carregando com a cavalaria sobre o inimigo. Deus me protegeu de tal modo que só tive o meu cavalo fora de combate. Dizem os revolucionários que este foi o encontro mais sangrento havido até hoje em solo rio-grandense.
Assim, filho querido, tenho cumprido o meu dever duplamente, lutando contra as forças de um tirano que, pelo dinheiro e pela corrupção, tenta esmagar os caracteres dos homens de nossa Pátria.
Se vier a  morrer nesta luta, meu querido filho, deixo um nome puro e sem mácula. Nela lancei-me porque entendi que se impunha sacrificar o bem-estar da família pelo futuro do Brasil. Se o futuro não corresponder à expectativa, eu pelo perdão de ficares tão pobre, porém Deus saberá proteger-te. Não imaginas a dor profunda que sinto ao lembrar-me de tuas duas irmãs – sem mãe e, talvez sem pai muito breve. Trago os retratos de vocês junto ao meu coração, dentro da camisa, e isso tem sido meu talismã nos combates. Assim, quem sabe, Deus queira me dar ainda a dita de abraçar e beijá-los em breve.
Estou nas forças do General Prestes[5] porque o ambiente é bem brasileiro; o outro, em que vivi dois meses[6], nada me agradou sob todos os pontos de vista; mais tarde poderei explicar as razões.
Adeus, meu querido filho, recebe a minha bênção e o meu coração. Transmite às tuas irmãs, Evangelina e Amália, a minha alma, cheia de saudades e tranzida de dor.
Meu cunhado e minha irmã: façam de meu filho um bom cidadão, um bom amigos e um bom republicano.
(a)    Alexandrino

REFERÊNCIA: ALENCAR, Carlos Ramos de. Alexandrino, o grande marinheiro (1848/1926): a vida do Almirante Alexandrino de Alencar à luz de documentos históricos e de outros inéditos, pertencentes ao arquivo particular da família. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1989.


[1] Ana Ubaldina Faria de Alencar. Faleceu no Rio de Janeiro em 2 de março de 1894, durante a Revolta da Armada.
[2] Almirante Jerônimo Gonçalves
[3] Marechal Floriano Peixoto
[4] Desonra
[5] General Prestes Guimarães
[6] General Gumercindo Saraiva