quarta-feira, 30 de outubro de 2019

EU AMO RIO PARDO - CIDADE HISTÓRICA


 Restaurante Flutuante Costaneira, em Rio Pardo serve o melhor peixe da Região. Novo Mirante  à beira do Rio Jacuí,
Restaurante, no Rio cheio
lugar lindo para passar um fim de tarde e junto tomar um chimarrão.


Mirante a beira do Rio Jacuí
Vista do Restaurante e Mirante, no Rio Jacuí

COLÉGIO DR. APOLINÁRIO DE BORBA - COLÉGIO COMERCIAL


HISTÓRICO

Coordenador Geral: José Gomes Lisbôa     Diretor Comercial: Norberto Figueiras

 ANO: I      Rio Pardo – Maio de 1963      Nº 01   ** Em 09 de julho de 1960 foi fundado em Rio Pardo o Setor Municipal de Educandários Gratuitos, ficando sua diretoria assim constituída:

Presidente: Ernesto Protásio Wunderlich
Organização dos Estudantes
Vice- Presidente: Romualdo Mânica
1º Secretário: Fredolino Limberger
2º Secretário: Carlos J. Pereira
Tesoureiro: Arno Oscar Henn
 Aos três de abril de 1961, as 17 horas na Escola Normal “Ernesto Alves”, realizou-se  a instalação da Escola Técnica de Comércio Dr. Apolinário de Borba, com a presença de Autoridade, professores e alunos.
De então pra cá, o, agora, Colégio Comercial teve os seguintes diretores: Dr. Luiz Magalhães Ferraz, Dr. Ary Marcola, Dr. Elly Bender.
 E, é atualmente seu Diretor o Dr. Cléo Freitas.
O seu corpo docente é assim constituído: Sr. Zilmar Rocha, Sr. Fabiano Scultze, Dr. Elly Bender, Dr. Cléo Freitas, Dr. Roberto G. C. Silva, Dr. Fernando Bandeira Wunderlich, Dr. Léo Roberto F. Wunderlich, Sr. Albino T. Braunn, Sr. Erny S. da Chagas, Professora Adir Azeredo, Sr. Antônio C. D’ávila, Dr. Enio Gomes Aquino e Sr. Cecílio Corrêa Lima.
A atual diretoria do Setor Municipal da CNEG, escolhida a 8 de março de 1968 é composta pelos seguintes elementos: Presidente Dr. Fernando Bandeira Wunderlich, Vice-Presidente:Nelson Rodembusch,  Secretário Léo Sigal, Tesoureiro Gustavo Gerhardt.

PATRONO DO COLÉGIO 
Dr. Apolinário Francisco de Borba nasceu nesta cidade, aos 23 dias do mês de julho de 1885.
Sues pais foram Francisco Antônio de Borba Filho e Ana Josefina de Brito Borba, que tiveram 13 filhos, estando vivos apenas 3: Manuel Borba, func. Público estadual, Joaquim de Brito Borba func. Da Viação Férrea e Maurícia de Borba Figueiredo, viúva.
Apolinário Francisco iniciou seus estudos em Santa Cruz do Sul, no Colégio Sinodal, terminando em Porto Alegre.
 Formou-se advogado pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio Grande do Sul, em novembro de 1907.
 Advogou, aqui, em Rio Pardo durante 46 anos, estendendo seu trabalho por Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul e outras cidades vizinhas.
Pelo período de 43 anos foi Consultor da Prefeitura de nossa cidade e isto gratuitamente.
A modéstia, virtude dos grandes homens, era atributo seu. Jamais fez questões de honras.
Sendo colega de turma do Dr. Getúlio Vargas, este quando no poder, várias vezes o convidou para assumir cargos no Governo Federal, sempre declinou dos convites, permanecendo como simples advogado.
Morreu em 17 de outubro de 1953, deixando 3 filhos; 2 advogados e uma filha professora, hoje aposentada.
Sua vida foi serena e honrada como a dos simples, podendo servir de exemplo para nossa mocidade.
 MARIA FETZNER

MENSAGEM AO PROFESSOR GENEGISTA
Nas convulsões de um mundo que se repele e se arma e se agride; nas convulsões de uma época em que forças potenciais se digladiam, fazendo pairar corpos e algumas, a sombra dos cogumelos atômicos, o fantasma de um cataclismo poderá fazer da Terra apenas uma enorme e fumegante sepultura; nas convulsões do pavor e da incerteza do amanhã, quando tudo parece integrar-se nesse desmantelamento de todas as edificações do homem, baseadas na Paz, Igualdade e Fraternidade humana, ainda há os que se preocupam com a única forma de evolução racional- a Educação. E, entre esses, um punhado de brasileiros, vanguardeiros deum movimento sem par - a CAMPANHA NACIONAL DE EDUCANDÁRIOS GRATUITOS O PROFESSOR CENEGISTA é, antes de tudo um patriota. Não ensina como se deve empunhar um fuzil, nem como acionar botões para disparos de mísseis balísticos, nem como destruir seus semelhantes.  No seu laboratório anônimo, ensina como o homem deve empunhar a si mesmo na luta pelo progresso e na defesa de sua própria sobrevivência.
E, num amanhã radiante de Paz, Igualdade, e Fraternidade, sem fronteiras, sem quaisquer discriminações, quando não mais houver os dois piores males do homem – a ignorância e a fome, é possível que um monumento seja erguido ao PROFESSOR CENEGISTA que nele se escreva apenas uma pequena frase – IMORTALIZOU-SE PORQUE EDUCOU. OUT.62 “O CENEGISTA”.

O QUE É CNEG?
É, segundo Raquel Queiróz, “ uma das entidades mais sérias deste país”. (O CRUZEIRO 10/2/1962)
Sua finalidade é a fundação e manutenção de educandários gratuitos no Brasil, sendo reconhecida como de utilidade pública pelo Governo Federal.
Aceita a ajuda do Poder Público, mas conta, principalmente, com a contribuição de particulares.
Não admite discriminação de ordem econômica, social, religiosa ou racional.
A Campanha Nacional de Educandários Gratuitos tem sua sede no Rio de Janeiro, mas seu campo de ação abrange todo o país, acendendo novas luzes que sem isso ficariam nas trevas da ignorância.
Devemos nosso apoio à CNEG, e estaremos, como patriotas, ajudando a soerguer o Brasil.

ORIGEM DA CNEG
Felipe Tiago Gomes, ao ler o Drama da América Latina, de John Gunther, ficou impressionado com a experiência de Haya de La Torre. Este líder peruano criara, em seu país, escolas de alfabetização para os índios, tendo como professores, estudantes que lecionavam gratuitamente.
Se o Peru fora possível a criação de cursos primá-gratuitos, então também, seria possível, aqui no Brasil, a criança de cursos secundários nas mesmas condições. Assim raciocinou Felipe Tiago Gomes.
E, partindo dessa ideia, conseguiu mobilizar, a custo de muita tenacidade, a opinião pública. Venceu óbice que a muitos parecia loucura querer vencer e´ hoje, a CNEG conta com mais de quinhentos educandários espalhados por todo o Brasil, entre eles podemos citar, para orgulho nosso, o Colégio Comercial Dr. Apolinário Francisco de Borba, desta cidade, funcionando provisoriamente no prédio da Escola Normal Ernesto Alves.

FONTE: REPORTAGEM DO JORNAL “O APOLINÁRIO", AHMRP.
Material que foi doado da Antiga Escola 


 



terça-feira, 29 de outubro de 2019

ALDEIA DE SÃO NICOLAU DO RIO PARDO


1ª parte
Antiga Igreja São Nicolau

... A ERVA – MATE

Em 1823, o índio Miguel Guaraci saiu da Aldeia de São Nicolau, onde era capitão, para ir à Rio Pardo encaminhar à presidência da Província um documento no qual manifestava a preocupação de indígenas Guarani com o futuro de suas terras e atividades comerciais e agrícolas. Através de um requerimento, ele solicitou que o privilégio da extração da erva- mate fosse mantido. Ao alegar que o privilégio havia sido concedido há mais de cinquenta anos por ordem do governador que atuava naquela época, José Marcelino de Figueiredo, Miguel demonstrou que os índios pensavam sobre o futuro e conheciam sobre seu passado. O governador havia se preocupado com a fuga dos índios e índias e era consciente dos fluxos e dos paradeiros deles. Tentou reunir índios dispersos no aldeamento de São Nicolau de Rio Pardo concedendo aos aldeados o monopólio do Plantio, colheita e comercialização da Erva-mate. Assim, quando o despacho dado pelo governador era infringido por aqueles que, nas palavras de Miguel, “não pertencem à sua classe”, a erva-mate era apreendida. De acordo com ele, o privilégio outrora concedido era necessário para a manutenção das despesas dos índios. A menção de pertencimento a uma “classe” que era entendida como “sua” por parte do capitão da Aldeia é interessante, visto que ele estava acompanhado por “lavradores” de acordo com o título do requerimento. As relações de produção das quais os índios participavam e o tipo de trabalho que realizavam foi levado em conta quando se organizaram para fazer o requerimento. O cultivo e o comércio da erva-mate foram atividades de destacada importância econômica da Província. É importante levar em conta que a erva era um produto que (Garavaglia, 1983, p. 37)

en un momento determinado de La vida de La sociedad indígena era consumido casi exclusivamente com fines ceremoniales y religiosos y que debia estar,por ló tanto, rodeado de um cierto halo prestigioso, AL cortarse muchos de lós primitivos lazos culturales que limitaban su utilización ritual, era medicina mágic expande rápidamente su consumo em amplios sectores indígenas e inmediatamente mestizos.

Durante o século XVIII e XIX, o consumo de erva-mate se estendeu por praticamente todo o território da Província e o costume indígena se tornou um hábito cultural entre os demais habitantes, como mencionou o viajante francês Augusto Saint-hilaire em várias passagens do seu diário de viagem. A erva-mate estava amplamente difundida entre aqueles que não eram guaranis. Mas a aura de prestígio e os laços culturais ligados aos seus costumes se transformaram. As ervas de melhor qualidade costumavam ser exportadas para Buenos Aires, onde os membros da elite se diferenciavam dos demais consumidores através do material de que eram feitas suas bombas e cuias, entre eles o ouro e a prata (Garavaglia, 1983, p.37). Contudo, relações sociais que envolviam posições de prestígio e privilégio continuaram a fazer parte dos novos rituais de consumo da bebida e do processo de fabricação. De acordo com Avé-Lallemant, outro viajante que passou pela vila algumas décadas depois, o lugar mais agitado de Rio Pardo era uma grande fábrica de mate, onde um grande número de arrobas eram diariamente preparadas para a venda em Beunos Aires(AVÉ-LALLEMANT,)1980,p.167).
O senso comum que costuma vincular os índios à inaptidão para o trabalho e ao atraso ainda está presente em alguns livros de história. Porém, os indígenas de São Nicolau do Rio Pardo não pareciam estar tão afastados do que era tido como o progresso da região. Afinal, o monopólio do plantio, colheita e comércio da erva- mate foi um privilégio concedido e a eles ainda no século XVIII e continuou sendo uma das principais atividades comerciais de Rio Pardo ao longo do século XIX. Eles usaram estratégias variadas para garantir a exclusividade no trabalho com a mesma. De acordo com Miguel Guaraci, as terras na terras na serra geral, onde guaranis cultivavam a erva mate, estavam sendo divididas em lotes dados ou vendidos a diversas pessoas. Os índios de São Nicolau do Rio Pardo sentiram na prática os efeitos da lei de 1822, com a qual “extingue-se a doação de sesmarias no Brasil e intensifica-se, dessa forma, a posse desordenada e a aglutinação de terras por particulares” (KLIEMANN, 1986, p.18). Miguel reivindicou o privilégio sobre a produção e o comércio da erva-mate e, ao mesmo tempo, requereu o controle e a posse sobre as terras do aldeamento. Tal controle se tornava possível através do acionamento dos diferenciais que garantiam a eles privilégios e direitos. A s referencias feita por Miguel aos pretéritos e o conhecimento que ele possuía sobre as experiências coletivas pelas quais o aldeamento havia passado o ajudou a atuar na administração daquele território, contribuindo para que a aldeia permanecesse sendo um espaço utilizado por índios guaranis ao longo dos três primeiros quartéis do Oitocentos. Ressaltamos que, se São Nicolau do Rio Pardo foi um espaço eminentemente indígena no decorrer do século XIX, isso também se deu graças ao acionamento de uma identidade coletiva. As vendas e as apropriações das terras e das propriedades tidas como patrimônio do aldeamento começaram a ocorrer, sobretudo, após 1820, conforme as fontes consultadas. Em 1823, Miguel também questionou se os demais “nacionais” poderiam utilizar as terras da serra, onde estavam suas plantações, para a finalidade de comercializar a erva-mate, já que o monopólio pertencia aos índios. Nesse período, grande parte das disputas pela posse de terras e territórios de Rio Pardo se dava entre os índios e os “nacionais”.
 Em 1825, os guaranis de São Nicolau do Rio Pardo conseguiram a posse das terras onde havia plantações de erva-mate. Pelo que as fontes indicam, essas terras eram parte de um território maior de onde os guaranis já extraíam a erva...

Doc. AHM sobre a Aldeia São Nicolau-1849
FONTE: Na Fronteira do Império, política e sociedade na Rio Pardo oitocentista. Melo,Karina Moreira Ribeiro da Silva e . EDUNISC, 2018.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
      

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

PRAÇA DR. PEDRO BORBA


Imagens de pessoas Ilustres de Rio Pardo na praça mais conhecida como Praça da São Francisco, em frente a Igreja.Monumento do Barão do Triunfo, 1926.

Monumento ao Barão do Triunfo 1926
Fonte: Imagens do face do falecido Rogério Goulart. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

RUA VELHA- TROCA TROCA E PORTO DAS MESAS


RUA VELHA – PORTO DAS MESAS
 ENTRADA da Rua Velha "TROCA TROCA", tipo de um mercado.

A Rua Velha lembra colonização Açoriana. Borges Fortes coloca no seu livro “Casais”, que nestas terras foram eles,  os açorianos arranchados nestas terras situadas entre dois arroios, um que veio a denominar-se do Couto e outro Diogo Trilha, próximos da margem do Rio Jacuí.
Eram casais de Ilhéus, que logo após 1754, Gomes Freire de Andrade, VINDO da campanha da demarcação de limites e fazendo de Rio Pardo sede de seu comando e governo, determina ao Capitão de Dragões, Francisco Barreto Pereira Pinto, que escolhesse, na vizinhança da nova povoação, terras para eles, açorianos.
Tais pessoas muito mais tarde, em 1782, foram, aliás, como outros de diversos lugares, alguns também de Rio Pardo, vítimas de uma ação de despejo por parte daqueles que se diziam proprietários das sesmarias onde eles estavam.
Primeiros povoadores açorianos da Rua Velha: José Gonçalves de Souza, Domingos Pereira Henrique, Pascoal da Silveira, Ignácio Rodrigues Paes, Manoel Gularte, Mateus Pereira, Manoel Vicente Rodrigues, Inácio de Morais, Francisco Antônio de Menezes e Manoel de Azevedo.
A Rua Velha fica no município de Rio Pardo, entre Couto e João Rodrigues.
Pesquisando no AHMRP, encontrei um documento no códice geral nº 54, pag. 359
                                                                   Ilmo. Snres.

Dando cumprimento ao qto. VV.SSas. determinaram em oficio de 13 do corrente; passei eu e um Cidadão, a examinar o passo denominado = rua Velha = nele achei ser preciso alguma compostura; e esta ser de deis a doze  carradas de pedras, e alguma escavação, q. tudo calculemos em oitenta mil reis de despesa: E por outra forma, no lugar q. deve ser posta a pedra, moirões grossos. Que calculamos em secenta e quatro mil reis; assim como passando eu na mesma ocasião pelo Passo denominado= do Ferrão = achei precisar alguma compostura, tanto de um lado, como do outro; e logo mais adiante, como distante meia quadra, á outro passo, que cujo se acha intransitável, muito principalmente para carretas; é o quanto tenho a informar a VV. SS.  ...Distrito do Couto 26 de julho de 1859.  Ilmos. Snres.  Vereadores
 Francisco Antonio da Silveira Fiscal
                

FONTE: Dante de Laytano Guia Histórico de Rio Pardo, 1979 2ª edição. AHMRP Neuza Quadros
Arroio do Couto

Rio Jacuí - Porto das Mesas