terça-feira, 16 de outubro de 2018

RELÍQUIAS DA IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DE RIO PARDO RS


Igreja Matriz Nª Sª Rosário, tem em seus altares detalhes ricos em relevos, revestidos em ouro palheta, que se distingue pela sua sua beleza e simbolismo. Muitos estudantes Universitários, do Rio Grande do Sul e do Brasil, vem estudar, observar as relíquias existentes no interior da igreja, os detalhes que ali se encontram, pois a igreja foi construída em várias épocas históricas... Rio Pardo tem uma beleza ímpar não conhecida por nós e pelo povo brasileiro....que precisam ser divulgadas conhecidas e temos muitas outras imagens raras para serem descobertas...

 Na capela da Soledade,existe uma imagem articulada de tamanho natural de Cristo Morto, adquirida em 1848. Usada todos os anos na descida da Cruz durante a Semana Santa, imagem que é carregada na procissão pela cidade. 

FONTE: Marina de Quadros Rezende, pg. 36,1987.


CRISTO ARTICULADO




POPULAÇÃO DA VILA - 1744


No ano de 1774, a população de Rio Pardo era de 2.377 habitantes. Havia uma igreja bem rústica, de taipa de barro, e por pouco tempo estava em mau estado. Foi então construído novo templo, grande e imponente... Em 1801, foi celebrada a missa na nova Matriz.
A nova Igreja Matriz foi construída com paredes de pedra e grosso madeiramento de lei. Foi ricamente ornamentada com ajuda de herança em dinheiro e jóias... no centro havia um lustre com muitos pingentes de cristais que oferecia aspecto deslumbrante em festas religiosas. O lustre caiu foi reconstruído, mas não ficou como era e com arrumações foi prejudicado e quebrou-se....  
FONTE: História Recordações e Lendas, Marina de Quadros Rezende,35/6, 1987.

Lustre original- Igreja Matriz

                                                                                                     







terça-feira, 9 de outubro de 2018

UMA HISTÓRIA PRA REVIVER...


Como era feito a colheita de Arroz antes da tecnologia.


Na década de 60/70 (1960), quando eu era criança e morava no interior, com minha família, meu pai trabalhava numa pedreira extraindo pedra para queimar e fazer a cal para usar em construções. Meu pai, também plantava arroz e criava gado, para ajudar no sustento da família.
Cortes de maços de arroz formando as Medas para depois trilhar e ensacar.
A plantação de arroz era feita, toda manual, lavrava a terra com bois e arado, plantava o arroz. A água era levada até a lavoura por meio de valetas no chão e calhas de madeira até chegar à lavoura. O arroz crescia com normalidade, amadurecia, era cortado com foice, pela mão de muitos homens. Era feito montinhos de arroz cortado no meio da lavoura. Continuavam cortando até terminar de cortar toda a lavoura eram muitos trabalhadores para fazer este trabalho bastante difícil que requeria conhecimento e prática. Após todo arroz cortado faziam MEDAS(era assim que meu pai chamava as manocas de arroz cortadas, os montinhos) para secar um pouco. A lavoura ficava linda pra nos que éramos crianças e só olhávamos os titios trabalhar. A meda era feita em forma de um cone no meio da lavoura ficava ali até secar um pouco o arroz. Após o tempo de secagem, estar pronto, vinha a trilhadeira, trilhava todas as Medas de arroz e ensacavam, em saco de estopa levando-o para o engenho para descascar e ser consumido. Bons tempos, gostávamos de ir com nosso pai na lavoura para brincar e ver como era feito isso que hoje as crianças e pessoas nem imaginam como era difícil a vida no passado e como era feita a colheita do arroz.
Naquele tempo era considerado normal, este tipo de plantação e colheita de arroz. Hoje que a gente não tem noção de como era feito este trabalho no campo antigamente.
Naquele tempo era considerado normal, este tipo de plantação e colheita de arroz. Hoje que a gente não tem noção de como era feito este trabalho no campo antigamente.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

RIO PARDO PELA HISTÓRIA DO ESTADO



O Rio Grande do Sul teve boa parte de sua história gravada nas terras deste que é um dos mais antigos municípios Gaúchos. 
RIO PARDO conta com um potencial turístico, histórico e natural ímpar, valorizando ainda mais após a abertura do Centro Regional de Cultura de Rio Pardo.  Inaugurado no dia 08 de dezembro de 2005, o centro é considerado um dos mais belos e antigos prédios da cidade.  Foi construído em 1848 para abrigar a Casa de Caridade senhor dos Passos, de pois foi unidade do Exército – a Escola Militar – e de escolas, entre outras instituições.  Aproximadamente 3 milhões foram investidos na restauração resultando um espaço específico para a cultura em Rio Pardo.

 FONTE: Folheto Zero Hora 2006, O Melhor do Rio Grande.

CENTRO REGIONAL DE CULTURA

  
Centro Regional de Cultura restaurado
 Escada centenária, toda restaurada conforme era a peça original
                      

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

TIA INÁCIA EX-ESCRAVA DE RIO PARDO 1825


Uma Testemunha da história

Em 1954, o jornalista Francisco J. Frantz realizou uma entrevista com Inácia Garcia de Souza, popularmente conhecida como Tia Inácia.  Ela estava, então, prestes a comemorar o seu 129º aniversário. Morava em uma humilde choupana na periferia da cidade de Santa Cruz do Sul.
 Tia Inácia nascera em Rio Pardo em 24 de junho de 1825. Durante boa parte de sua vida havia sido escrava. Contou ao jornalista que a maioria de seus senhores havia sido bons com ela, nada tendo que se queixar deles. Lembrava especialmente de dona Jacintha, uma boa senhora que havia deixado uma valiosa fazenda para usufruto de seus escravos e descendentes.
Mas as histórias sobre a escravidão não paravam por aí. Ela contou que também existiam senhores ruins com os seus cativos. Referiu-se a um velho Mathias, proprietário de muitos escravos, que inclusive teria morrido de raiva com a notícia da lei de libertação.  Relatou, ainda que os malcriados, morenos ou pretos, eram punidos com enforcamento no chamado “Pau da Bandeira”, onde estava construída a forca. “Com a corda no pescoço eram obrigados a cantar para dar respeito ao povo que assistia aos enforcamentos. Eu mesmo assisti a dois enforcamentos, mas não gostava disso porque era judiaria. Os condenados eram obrigados a cantar”. E Tia Inácia cantou:

            Quem tiver filhos
            Que lhes dê educação
             Para depois não darem
             Dor no coração.

                           Se a minha mãe me desse surra
                           Quando merecia
                           Hoje não estaria
                           Nesta agonia.

             Sexta – feira
             Hora de missa
            Aperta carrasco
            Para entregar à justiça.

Na hora do “aperta carrasco”, este pulava nas costa do condenado decretando o seu rápido fim. 

FONTE: 200 ANOS - Uma Luz para a História do Rio Grande nº 12, 2009, AHMRP.

 Tia Inácia- foto de jornal

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

PONTE DO COUTO RIO PARDO


Um dos pontos turísticos  de nossa Cidade 

 Ponte de Arcos Romanos é de 1848, do engenheiro João Martinho Buff, e construção de Antonio Luiz da Costa Esteves, em torno da qual existe uma lenda do “Tesouro do Menino Diabo”. Importante por ligar a zona colonial com a Cidade. A estrada atravessa a várzea e arroio do Couto. No Distrito do Couto localizava-se um Destacamento dos Dragões que, no século XVIII, protegia esta passagem estratégica que dava acesso por terra ao Alto da Fortaleza, onde se concentrava o grosso das tropas. 

FONTE: Dante de Laytano,pg. 66, 1979.
 
Ponte de Arcos de 1848

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

PALESTRA SOBRE PONTOS TURÍSTICOS


Palestra sobre os pontos turísticos feita pela professora responsável pelo AHMRP(Arquivo Histórico Municipal de Rio Pardo). No CTG Rodeio da Saudade, a pedido da patronagem.