sexta-feira, 18 de maio de 2018

HOMENAGEM A BIÁGIO TARANTINO


FLORINA DE CASTRO LISBOA 

Rio-pardense, professora, Diretora Municipal da Educação por muitos anos, poetisa, criou aulas noturnas na Aldeia de São Nicolau e muitos Grupos Escolares. Foi uma pessoa especial na contribuição educacional em Rio Pardo. Escreveu um livro de poesias e em homenagem a pessoas importantes da nossa Cidade e do Rio Grande.

Homenagem a Biágio Tarantino 

Eu quisera poder pois exprimir, 
Nestas rimas singelas que hoje faço,
Toda a admiração que vem unir
Os filhos desta terra só num laço.


Heróis possue Rio Pardo, hão de convir,
Que de modo nenhum aqui desfaço,
Mas filho que acarinhe alto sentir
E viva com sua terra num abraço,



É Biágio Tarantino, guarda cioso,
Das relíquias do solo dadivoso,
Que descobre valores esquecidos



Propaga-os, sua terra projetando,
No nacional cenário e, a colocando,
Com glórias dos escolhidos.


 FONTE: Florina de Castro Lisbôa. Pétalas Dispersas, 1980 pg.37

quarta-feira, 16 de maio de 2018

QUEM FOI PROTÁSIO ALVES?


Protásio Antônio Alves é uma das mais interessantes figuras do nosso cenário político. Nasceu em Rio Pardo, a 21 de março de 1859 e faleceu em Porto Alegre, a 05 de junho de 1933, com 74 anos.  Formou-se em medicina em 1881, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Com 22 anos, foi Secretário do Interior, servindo nos governos de Borges de Medeiros, Carlos Barbosa e Salvador Pinheiro Machado.  Foi Vice-Presidente do Estado, nos quinquênios 1918-1923 e 1923-1928, exercendo em diversos impedimentos também a Presidência. Foi professor catedrático de obstetrícia, sendo o primeiro diretor da Faculdade Livre de Medicina e Farmácia de Porto Alegre, de 1898 a 1907. Desde Jovem era membro ativo do Partido Republicano do Rio Grande do Sul (PPR) e deputado em 1891. Primeiro Diretor de Higiene do RS  preocupava-se em criar laboratórios de análise e defendia o investimento em Saneamento Básico, lutou contra a tuberculose, insistindo na instalação de SANITÁRIOS.
Por mais de 21 anos foi secretário do Interior e Exterior, trabalhando com saúde e educação. Neste segmento criou uma rede de Grupo Escolares, o Colégio Complementar, estimulando o aperfeiçoamento de professores, providências que elevaram enormemente o nível de alfabetização do estado do Rio Grande do Sul.

Protásio Antônio Alves era filho de Protásio Alves e Cândida Pessoa  Alves,  foi casado com Geralda Cárdia Alves, deste casamento teve 5 filhos: Almir e Breno Alves, médicos;  Glauco Alves,  advogado; Hugo Alves, funcionário municipal e Cândida Alves Paim, esposa do General   Firmino Paim Filho.

FONTE: Jornal de Rio Pardo, 2006. AHMRP

segunda-feira, 14 de maio de 2018

PRAÇA PROTÁSIO ALVES - 1959

                                           

Localizada defronte a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, a Praça Protásio Antônio Alves é uma das mais conhecidas da cidade. Pela sua localização, infra-estrutura e arborização atraem diversos visitantes, é um ponto de lazer, festas, religiosidade, de crianças desfrutando as diversas opções que ali existem. Conta com um ponto de táxi, ônibus urbano, banheiro, um quiosque, um parque infantil, bancos para descansar e colocar a conversa em dia e tomar um chimarrão no final de um dia de trabalho e nos fins de semana.

 Em frente à praça, podemos olhar e ver a beleza da nossa histórica Igreja Matriz Nª  Sª do Rosário, templo centenário e um dos mais visitados por turistas, com belas imagens,  corpo de Jesus morto articulado em tamanho natural, usado durante  a procissão da Semana Santa e muitas outras imagens e altares  a serem estudados, raros e com detalhes neoclássicos. No centro da praça tem um busto do renomado “pai dos Pobres” o Dr. Pedro Alexandrino de Borba. Também há um sobrado de grande importância, moradia do Visconde de São Gabriel, João de Deus Mena Barreto, hoje Instituto Medianeira, mais conhecido como “Casa da Criança”.

A Praça recebe esta denominação pela lei nº 004 de 14 de abril de 1959, aprovada pela Câmara Municipal e o então Prefeito Municipal Fernando Wunderlich, sancionou a lei que mudou o nome da Praça Marechal Floriano para a Protásio Alves.

FONTE: Jornal de Rio Pardo, 2006



quinta-feira, 10 de maio de 2018

BALNEÁRIO DE SANTA VITÓRIA



O Balneário de Santa Vitória surge em razão da instalação da luz elétrica. Esta área de lazer torna-se importante para os veranistas da cidade e cidades vizinhas rio-pardenses, pois com a chegada da Luz tudo se torna melhor, tanto para encontros com familiares e amigos, como para lá se instalar com conforto, água e luz.
Situado à margem direita do rio Jacuí, frente da praia dos Ingazeiros, possuí uma grande extensão apropriada para o lazer. Muita areia, sombra e águas limpas próprias para  banho e mergulho.
A margem do rio é plana, com uma exuberante mata nativa. Muitos jovens fazem trilhas ao longo do rio e do balneário.
 Neste balneário, além das águas do rio, podem desfrutar das lagoas, usando sempre de BOM senso, pois as águas são profundas e perigosas, podendo ter buracos.
A infraestrutura é boa, luz, água potável e bares que servem vários tipos de peixes, área para camping e serviço de salva-vidas. No Balneário Santa Vitória existe uma Associação de moradores que tem como objetivo cuidar da organização do espaço, limpeza e preservação do meio ambiente. Existem muitas moradias com boa infraestrutura que recebem visitantes para alugá-las na época de veraneio e na maioria são proprietários das mesmas.

FONTE: Texto com base no Jornal Gazeta do Sul, 13/01/2001- NQ

                                                Praia de Santa Vitória no rio Jacuí

JORNAL “a FOLHA”



Como já dissemos, o acervo do AHM inclui a coleções de jornais de Rio Pardo de 1950 a 1956 e do jornal “a Folha”, a partir de julho de 1957. Já falamos sobre o Jornal de Rio Pardo; hoje, falaremos sobre o surgimento do Jornal “ a Folha”.
O jornal “a Folha” surgiu em 29 de junho de 1957. O diretor era Azuil Cintra e tinha como gerente Albino Braum. O exemplar que nos serviu como fonte é o nº 2, pois no arquivo não possui o nº 1.
O redator começou a matéria dizendo: “Rio Pardo tem o seu jornal” e prossegue: “As manifestações de carinho que recebemos no decorrer da semana, por motivo do surgimento de “a Folha”, foram tantas e tão expressivas, que já neste segundo número, reservamos este espaço especial para externar a nossa satisfação, o nosso desvanecimento pela acolhida que merecemos do povo rio-pardense”.
A edição publicou também os votos de congratulações das câmaras de vereadores de Rio Pardo e Santa Cruz do Sul: “O Colégio Legislativo” de Rio Pardo, por proposto do Vereador Herly Dorneles, aprovou, por unanimidade, um voto de congratulação pelo aparecimento de “a Folha”, novel órgão da imprensa local, que veio preencher a ausência da imprensa escrita em nossa terra.
A homenagem da Câmara de Vereadores é, sem dúvida, um incentivo valioso à nossa inamovível intenção de fazer e dirigir a imprensa de Rio Pardo, dentro dos mais alevantados princípios da ética e da moral.
Também, por proposta do vereador Dr. Patrick Farion, a câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul aprovou, por unanimidade; um voto de congratulações pelo surgimento de “a Folha”, que se propõe ser mais um órgão da imprensa gaúcha a refletir a evolução econômica, social e política de uma ponderável parcela do povo rio-grandense.
“a Folha’ recebe a homenagem em nome da gente rio-pardense que nutre, pela laboriosa e dinâmica população de Santa Cruz, e mais profunda admiração”.

FONTE: Jornal de Rio Pardo dez/ 2001, Coluna Recordando o Passado do AHMRP.


CALÇAMENTO DE RUA



Rua Senhor dos Passos observem como eram os calçamentos inicialmente em Rio Pardo. As ruas eram calçadas apenas com lages para o passeio das pessoas e colocadas pedras na sarjeta da rua para que a terra não saísse com as águas da chuva, protegendo a rua de desabar e o resto da rua era terra, chão.

FONTE: Fotos do Sr. Raul Silveira

terça-feira, 8 de maio de 2018

VOCÊ SABIA QUE...





 Rio Pardo teve vários jornais no final do séc. XIX e início do séc. XX: A Alvorada, Boêmio, O Coringa, Correio de Rio Pardo, Diabo a Quatro, A Imprensa, Lutador, O Mensageiro, A Orientação, Pátria, Patriota, 1º de Março, A Restauração, Rio Pardo, O Vergalho.
O Jornal O Patriota e o Pátria são exemplares impresso em tecido do ano de 1889 e o Pátria.

FONTE:  Arquivo Histórico Municipal