segunda-feira, 11 de março de 2024

ASILO SÃO VICENTE DE PAULO

Em 1931, iniciou o sonho do Sr. Pascal Reina. Inspirado pelo amor ao próximo sentiu a necessidade de auxiliar os idosos carentes que viviam nesta cidade, desamparados sem ter um lugar para terminar os seus dias. Como membros da Conferência da Sociedade de São Vicente de Paulo juntamente com outros Vicentinos resolveram construir uma casa para abrigar os idosos necessitados. Surgiu então o Asilo São Vicente de Paulo, uma entidade filantrópica, com sede a Rua Coronel Francisco Alves, 277, Bairro Fortaleza. Difícil foi o trabalho dos Vicentinos principalmente do seu presidente Sr. Pascal, que não mediu esforços para a realização do seu Sonho. Fonte: Texto conforme informações do Blog do Asilo São Vicente de Paulo

JACINTHA SOUZA

Trecho de um documento escrito entre 1866 A 1878, por Evaristo Alves de Oliveira. “A casa de D. Jacintha está situada no Distrito do Arroio das Pedras, distante oito milhas da cidade de Rio Pardo, sendo fundada por Jorge de Souza, que era natural da Ilha dos Açores. Foi hum dos primeiros povoadores deste districto como o forão Matheus Simões, e João Pereira Fortes, que, guiados pela religião bem entendida lhe servião de bussola no labor da vida domestica, como invariaveis costumes a todas as reformas sociais, e por isso deixarão sanzonados frutos dessas famílias, que formam o pedestal desta Provincia; e que não invejarão aos actuaes Colonos, porque occuparão se simultaneamente na lavoura, na vida pastoril, e em expelir os bugres, e hespanhoes, onde hoje está plantado o pavilhão brasileiro. Antonio de Souza Nunes, filho de Jorge de Souza era lavrador laborioso, e fazendeiro, e guiava seus escravos desde a idade infantil no ensino religioso, na lavoura, e na vida pastoril, e ao mesmo tempo como se devião portar para com os seus superiores, fazendo sempre essa pratica, por isso sua filha D. Jacintha tirou o fruto benéfico desse resultado, que, vivendo n’uma casa de campo exolada, foi sempre obedecida por elles, e respeitada pelas forças beligerantes dos LEGAIS, e REPUBLICANOS por espaço de dez anos da revolução nesta Provincia. Hua força republicana de tres mil homens ali estivera acampada mais de um mês, defronte de sua casa, e não só a respeitavam, como a seus fâmulos. Os officiais, e generaes diambos os partidos lhes offerecião proteção por escrito, para que as forças sob suas influencias a respeitassem, e não fizessem o menor insulto em sua casa, mas ella recusava a todos esses offerecimentos, por que o seu partido era a caridade, curando, e cuidando aos doentes, e dar de comer a quem chegasse a sua casa com fome, sem attender a partido algum, e assim foi venerada, e respeitada por todo as as pessoas que alli chegavão.” NOTA DA REDAÇÃO – É evidente que se trata da Revolução Farroupilha (1835-1845). Possivelmente é a mesma força que a 30-4-1838, depois de atravessar o Rio Pardo e ali abrir picadas, de Rincão Del Rei a Aldeia de São Nicolau, surpreendeu as forças legalistas em Rio Pardo, enfrentando-as e derrotando-as, no célebre combate de Barro Vermelho. FONTE: Jornal de Rio Pardo – 20 de maio de 1954. Edição Especial Comemorativa do 66º aniversário da abolição da escravatura (4 folhas).

quarta-feira, 6 de março de 2024

Homenagem | Dia Internacional da Mulher

Rio Pardo foi local de grandes personalidades, pessoas que se destacaram pelo bem comum. Envolvidas nos meios políticos, na área médica, se dedicando a cuidar da saúde do povo, assim como pessoas da comunidade, sem títulos ou honrarias. Podemos levantar aqui diversos nomes, entre eles o Dr. Pedro Alexandrino de Borba (conhecido como o pai dos pobres), Dra. Rita Lobato (1ª mulher vereadora em Rio Pardo e no Rio Grande do Sul), Jardelina dos Santos Bandeira (influente ativista da comunidade negra em Rio Pardo). Entre tantos outros que poderíamos citar, vamos trazer o de uma mulher muito especial, corajosa, destemida e ao mesmo tempo perseguida pelos seus contemporâneos, pois, conforme já relataram à mesma, não deveria “deixar o lar doméstico, para vir intrometer-se em política. Com tanto cultivo de inteligência não pensais que a mulher, principalmente a solteira, e sem pai não deve arrojar-se a vir provocar homens? Não pensais que a mulher deve em todo o tempo dar-se ao respeito? Para ser respeitada? (...). Ao não se calar, em uma época de costumes rígidos de uma sociedade extremamente machista, Ana Aurora do Amaral Lisboa representou a força da mulher, merecedora de ser lembrada no Dia Internacional da Mulher. Mulher de fibra, inteligente e culta, formou-se na capital, como aluna destaque por suas excelentes qualidades. Logo veio trabalhar como a 1ª mulher formada em Rio Pardo, sendo destacada para atuar como regente para a classe masculina no distrito do Couto, no Passo de João Rodrigues, interior de Rio Pardo. Sua nomeação ocorreu na data de 28 de junho de 1883, conforme consta em documento do Arquivo Histórico de Rio Pardo (em anexo), em Ata do Passo da Câmara Municipal da cidade de Rio Pardo. Fonte: Livro de Atas do Passo da Câmara Municipal da cidade de Rio Pardo (1880 a 1885 - Nº 14 - Pg. 128). Texto de Márcio Beyer

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

RUA ANDRADE NEVES RIO PARDO RS

 

Rua principal de acesso ao centro da Cidade. Nela temos concentração de casas antigas históricas, inclusive a casa do Gel. Andrade Neves, “o Barão do Triunfo”, Centro Regional de Cultura, Igreja dos Passos, Sobrados, grande parte de Lojas Comerciais, Supermercados, Farmácias, Delegacia, Laboratórios, Bancos,  Hotel, Caixa Federal e Restaurantes.

O primeiro nome desta Rua foi de Santo Ângelo, conforme a planta do engenheiro João Martinho Buff, 1829.

Depois a via pública passou a chamar-se de Barão do Triunfo. E a 1º de julho de 1878 passou a denominar-se de General Rua Andrade Neves, esta nova alteração do nome foi por indicação do Vereador Vicente Ferreira de Macedo, conforme a ata 12ª sessão ordinária.

JOSÉ JOAQUIM DE ANDRADE NEVES, o Barão do Triunfo, nasceu em 1807, em Rio Pardo. Entrou para a carreira das Armas em 1826; fez campanha contra o Paraguai; foi inimigo da Revolução, combatendo os Farroupilhas, atuação no qual rendeu-lhe o título de Capitão. Em 1840, recebeu os galões de Major Honorário do Exército Imperial, posto que foi elevado a Tenente- Coronel no ano seguinte. Em 1847, foi nomeado  Coronel da Guarda das Rosas, em 1851, organizou um corpo de voluntários, comandando a 7ª Brigada, sendo nomeado Brigadeiro Honorário do Exercito Brasileiro. Em 1867 recebeu o título de Barão do Triunfo. Quando era provedor da Irmandade, envolveu-se no episódio que deu origem a lenda do monge. Faleceu em 1869, no Paraguai, durante a batalha de Lomas Valentinas, após ser atingido com um tiro no pé, o que lhe rendeu uma gangrena e a morte.

 Fonte:  Jornal de Rio Pardo 23 e 24 de agosto de 2003. Guia Histórico de Rio Pardo, Dante de Laytano, pg. 52, 1979.  LACM Nº 13/378, pg. 282 do ano de 1872/1880

Rua Andrade Neves  nos dias de hoje  - 2023

Rua Andrade Neves -1898



 

 

 

 

terça-feira, 21 de novembro de 2023

PEDRO CASTELLO SACARELLO

 


Pedro Castello Sacarello rio-pardense, nascido a 21 de fevereiro de 1857, sempre viveu em sua terra natal. Foi uma das figuras mais destacada da oposição em Rio Pardo. Lutou pelas coisas de sua Cidade, em especial pela construção do edifício do Colégio Elementar “Ernesto Alves”, pela Hidráulica de água potável para sua terra. Homem de ação muito grande como agrimensor, formado na Itália. Trabalhou juntamente com Carlos Trein Filho para traçar as ruas de Santa Cruz do Sul. Comerciante próspero desempenhou importante papel na vida econômica de sua Cidade. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, na qualidade de Sócio correspondente, escrevendo na sua Revista artigos  de interesse coletivo. Foi colaborador ativo em diversos jornais da época, tanto de Rio Pardo “A Ação”, como da capital do Estado. Exerceu atividades partidárias, ocupando cargo de destaque e participando da vida eleitoral com enorme entusiasmo. Foi casado com a Sra Julieta Ribas Sacarello, tendo dez filhos. Morreu com idade avançada.

 

Fonte: Jornal de Rio Pardo, 04 e 05 de outubro de 2003. Rio Pardo, cidade – Monumento Duminiense Paranhos de Antunes pg. 128, 1946).

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

ORGANIZAÇÃO PARA RECEBER SUA MAGESTADE O IMPERADOR EM RIO PARDO

 

Ofício do Tenente Coronel Comandante da Guarnição desta Vila José Joaquim de Andrade Neves de quatro do corrente declarando que S. Exa. o Sr. Conde de Caxias Presidente e General do Exército ordena que por parte deste comando se previna a V. S. que tendo S. M. Imperador decorrer a Fronteira depois de sua chegada a esta Província, e sendo seu trajeto por esta Vila, cumpria que Vs. Ss. sem perda de tempo providenciarem em mandar compor as ruas e caminhos públicos desta Villa, com especialidade o que vai ter ao Porto do Jacuí, bem como que fizessem publicar por edital para que sejam caiadas com a mesma brevidade as frentes de todas as propriedades o que tem a honra de assim fazer constar a V. S. a determinação da S. Exa. para que se sirvam dar-lhe a mais restrita e pontual execução; o que sendo posto a consideração da Câmara, resolveu se levantasse a sessão, devendo esta Corporação diriguir-se ao paço de Jacuí examinar o estado do Caminho indicado, e mais lugares que necessitem compostura para o livre transito. Voltando a corporação a casa e tomando assento resolverão declarar em resultado do exame a que procederão, que se acha a rua que vai ter ao porto do embarque um total ruína devendo de pronto ser composta assim como varias ruas; se que em primeiro lugar se mandasse continuar com a obra da requerida rua, pela quantia existente para a mesma,nomeando-se pessoa que dela se encarregasse e Administre; e passando-se a nomeação de pessoa foi eleito João Martinho Buff, que assistindo se lhe daria a gratificação de quatro mil reis por dia de trabalho, ficando a seu cargo agenciar pedreiros, serventes , e mais materiais, que forem necessários ; apresentando semanalmente a feria legalizada por documento ao Procurador da Câmara para satisfazer.

 Fonte: Transcrição do LACM  N º 07/ 321 1842/47 pg. 129 e 129 v. 06/10/1845

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

LEI Nº 105 - CRIA O ESCUDO COMO SÍMBOLO DE RIO PARDO

 

Lei nº 105, de 18 de Maio de 1954

 

Prefeito Municipal de Rio Pardo, Faustino Teixeira de Oliveira adota e define o símbolo do Município de Rio Pardo.

Em cumprimento do disposto no art. 49, item II da Lei Orgânica, que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei:

 

Art. 1º - Fica adotado
como símbolo deste Município:

Um escudo de três faixas – na 1ª em campo azul, um lado de Fortaleza, que relembra a Fortaleza de Jesus, Maria, José, erguida à margem esquerda do rio Jacuí, origem da cidade, na 2ª em campo vermelho, cor heráldica do Exército, um dragão estilizado, representando o Regimento dos Dragões de Rio Pardo, 1ª tropa de linha do Rio Grande do Sul,  e que ali aquartelou cerca de oitenta anos; na 3ª em campo de ouro, a sigla “Ave Maria” e um rosário, homenagem a Nossa Senhora do Rosário, Padroeira da Cidade.

Sobreposta, uma coroa mural de prata, de cinco torres, e, na parte inferior, em letras de ouro, sobre o listel de vermelho, o lema “Tranqueira Invicta”.

Art. 2º - Este símbolo será usado como timbre nos papéis, documentos oficiais e correspondências do Município.

Art. 3º - Esta lei, revogadas as disposições em contrário, entra em vigor na data de sua publicação.

 

GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE RIO PARDO, 18 DE MAIO DE 1954.

                                          Faustino Teixeira de Oliveira